Guarda Revolucionária do Irã ameaça empresas dos EUA no Oriente Médio - Brasileira.News
Início Internacional Oriente Médio Guarda Revolucionária do Irã ameaça empresas dos EUA no Oriente Médio

Guarda Revolucionária do Irã ameaça empresas dos EUA no Oriente Médio

0
12
Brava Gente
Brava Gente Foto: Rafaela Biazi via Unsplash — Unsplash License (livre para uso)

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que passará a atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação aos bombardeios que, segundo o comunicado iraniano, vêm sendo feitos por Estados Unidos e Israel. A ameaça foi divulgada pela mídia estatal iraniana e lista 18 companhias como alvos potenciais. De acordo com informações do g1 Mundo, as unidades dessas empresas poderiam ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º), no horário de Teerã, o que corresponde a 13h30 em Brasília.

No texto, os militares iranianos dizem que a medida seria uma resposta a ataques que teriam causado mortes de cidadãos iranianos. O comunicado também orienta funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho e recomenda que moradores de áreas próximas se afastem em um raio de um quilômetro. A reportagem informa que a ameaça ocorre em meio à escalada militar na região e ao aumento das ações retaliatórias envolvendo alvos ligados aos Estados Unidos. Para o Brasil, uma piora da crise no Oriente Médio costuma ser acompanhada com atenção por causa do impacto potencial sobre o petróleo, os combustíveis e os mercados globais, além de envolver uma região estratégica para o comércio internacional de energia.

Quais empresas foram citadas pela Guarda Revolucionária do Irã?

A lista divulgada pelo Irã reúne 18 empresas americanas ou associadas a interesses dos Estados Unidos na região. Segundo o comunicado reproduzido pela mídia estatal, as companhias sob ameaça são:

  • Boeing
  • G42
  • Spire Solution
  • GE
  • Tesla
  • JP Morgan
  • Nvidia
  • Palantir
  • Dell
  • IBM
  • Meta
  • Google
  • Apple
  • Microsoft
  • Oracle
  • Intel
  • HP
  • Cisco

O comunicado iraniano não detalha, no entanto, quais instalações específicas dessas companhias seriam atingidas nem apresenta evidências públicas sobre a vinculação delas a operações militares. A ameaça foi apresentada como parte da resposta do Irã ao conflito em curso no Oriente Médio.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

O que o Irã disse sobre ataques a instalações militares dos EUA?

Mais cedo, também nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária afirmou ter bombardeado duas instalações militares do Exército dos EUA: uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento improvisado de soldados no Bahrein. Até a última atualização da reportagem original, não havia confirmação por parte dos Estados Unidos, dos Emirados Árabes Unidos nem do Bahrein sobre esses ataques.

Segundo a versão iraniana, a instalação nos Emirados Árabes ficava do lado de fora da base aérea de Al Minhad. O Irã afirmou que cerca de 200 soldados norte-americanos estariam no local no momento do ataque, mas esse dado não foi confirmado pelos EUA. Ainda de acordo com o comunicado, a estrutura teria sido destruída.

“Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro”

Em outro trecho divulgado pela Guarda Revolucionária, o Irã afirmou ter identificado e destruído um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad. A alegação inclui a informação de que oficiais e comandantes americanos estariam no local antes do impacto, mas também sem confirmação independente.

Como os Estados Unidos reagiram às alegações iranianas?

O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta terça-feira que presenciou militares norte-americanos abatendo dois mísseis disparados pelo Irã contra “uma sala cheia de oficiais reunidos”. Ele não detalhou qual incidente mencionava nem informou onde isso teria ocorrido.

A reportagem também destaca que bases militares dos EUA no Oriente Médio vêm sendo alvo de bombardeios retaliatórios do Irã desde o início da guerra, há mais de um mês. Para reduzir o risco de mortes entre suas tropas, Washington evacuou essas instalações entre janeiro e fevereiro, antes do começo do conflito, segundo o texto original.

No caso do Bahrein, o Irã afirmou que o alvo foi um alojamento ligado à 5ª Frota naval dos Estados Unidos. De acordo com a reportagem, essa frota tem como principal base a Naval Support Activity Bahrain, considerada a principal base naval norte-americana no Golfo Pérsico. O Bahrein é um pequeno reino do Golfo e abriga uma das principais estruturas militares dos EUA na região, área central para as rotas globais de petróleo.

Até o momento citado no texto original, permanecia sem confirmação independente a versão iraniana sobre a extensão dos danos e sobre eventuais baixas nos ataques mencionados. O episódio amplia a tensão regional ao combinar ameaças contra empresas privadas e alegações de ofensivas contra estruturas militares americanas. Para o Brasil, a evolução desse quadro também é relevante do ponto de vista diplomático, já que o país tradicionalmente defende saídas negociadas em crises internacionais e acompanha os efeitos econômicos de choques no Oriente Médio.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

WhatsApp us

Sair da versão mobile