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Greenpeace acusa petroleiras europeias de lucros bilionários durante guerras

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A organização não governamental Greenpeace divulgou um relatório nesta quarta-feira (1º de abril de 2026) detalhando que empresas de petróleo sediadas na União Europeia têm registrado ganhos extraordinários decorrentes da instabilidade geopolítica global. De acordo com informações do UOL Notícias, o montante arrecadado pelo setor ultrapassa a marca de 80 milhões de euros por dia, o que representa aproximadamente R$ 480 milhões diários, desde o início das tensões bélicas no Oriente Médio.

A análise encomendada pela entidade ambientalista destaca que o setor de combustíveis fósseis se beneficia diretamente da volatilidade dos preços internacionais do barril de petróleo. O fenômeno, classificado pelo Greenpeace como “lucros de guerra”, ocorre quando eventos globais de violência e insegurança energética impulsionam as margens de lucro corporativo sem que haja um aumento proporcional nos custos de extração ou refino do produto.

Como as petroleiras lucram com os conflitos internacionais?

O mecanismo de lucro apontado pelo relatório baseia-se na especulação do mercado financeiro e na interrupção potencial das cadeias de suprimento globais. Quando o Oriente Médio, uma das regiões mais estratégicas para a produção mundial de energia, enfrenta crises armadas, o preço do barril costuma disparar instantaneamente. As gigantes do setor acabam repassando esses custos elevados aos consumidores finais em todo o mundo, enquanto suas margens operacionais atingem patamares recordes. No Brasil, essa dinâmica internacional afeta diretamente a economia nacional, visto que a flutuação do preço do barril de petróleo pressiona o valor dos combustíveis nas refinarias e bombas, impactando os custos de um país amplamente dependente do transporte rodoviário de cargas.

O acúmulo de capital por parte dessas corporações contrasta com a crise de custo de vida enfrentada por milhões de cidadãos na Europa e em outras regiões dependentes de importações. A pressão inflacionária nos preços da gasolina, do diesel e da energia elétrica é um dos reflexos diretos desse cenário, o que tem levado ativistas a exigirem medidas regulatórias mais rígidas por parte dos governos nacionais e da Comissão Europeia para conter o que chamam de exploração econômica da crise.

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Quais são as principais exigências do Greenpeace no relatório?

A organização defende que os ganhos excedentes sejam taxados de forma extraordinária para financiar a transição energética e apoiar as populações mais vulneráveis aos aumentos de preços. Entre as principais recomendações apresentadas no documento, destacam-se os seguintes pontos:

  • Aplicação de impostos sobre lucros extraordinários de todas as empresas de energia;
  • Redução imediata da dependência de combustíveis fósseis importados de zonas de conflito;
  • Aceleração de investimentos em fontes renováveis e infraestrutura de baixo carbono;
  • Implementação de políticas de proteção ao consumidor contra a volatilidade do mercado internacional.

Existe algum mecanismo legal para tributar esses ganhos?

Embora alguns países da União Europeia já tenham implementado versões temporárias da chamada taxa sobre lucros inesperados, o Greenpeace argumenta que essas medidas ainda são insuficientes para lidar com a escala dos ganhos reportados. A entidade sustenta que os lucros bilionários deveriam ser obrigatoriamente utilizados para mitigar os danos ambientais e sociais causados pela indústria fóssil de forma contínua.

As empresas de petróleo da União Europeia lucraram mais de 80 milhões de euros por dia com lucros de guerra desde o início do conflito no Médio Oriente.

A manutenção dessa estrutura de lucro é vista pela organização como um obstáculo crítico às metas estabelecidas no Acordo de Paris. Para os especialistas do grupo, enquanto o setor petroleiro continuar a prosperar financeiramente durante períodos de crise humanitária e climática, o incentivo para uma mudança estrutural na matriz energética global permanecerá reduzido, perpetuando o ciclo de dependência de recursos não renováveis e caros.

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