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EUA e Irã veem opções para encerrar a guerra diminuírem com a escalada

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Estados Unidos, Irã e Israel enfrentam um cenário de escalada militar com menos caminhos de saída, à medida que os ataques se intensificam, novas capacidades iranianas entram em foco e os canais diplomáticos se estreitam. No sábado, 21 de março de 2026, o Irã lançou dois mísseis em direção à base conjunta de Estados Unidos e Reino Unido em Diego Garcia, no Oceano Índico, e também atacou Dimona, em Israel. Segundo a análise reproduzida pelo noticiário, a continuidade dos ataques e a desconfiança nas negociações reduzem as alternativas para encerrar o conflito. Para o Brasil, uma crise desse porte no Oriente Médio pode ter impacto relevante sobre os preços internacionais do petróleo e os custos de combustíveis, além de aumentar a pressão diplomática sobre fóruns multilaterais dos quais o país participa.

De acordo com informações do g1 Mundo, autoridades dos Estados Unidos e de Israel vinham afirmando havia semanas que a capacidade militar iraniana tinha sido severamente prejudicada. O presidente americano, Donald Trump, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, sustentaram repetidamente que os ataques haviam comprometido a estrutura de comando do Irã e reduzido sua capacidade de reação. Ainda assim, o quadro descrito é o oposto do esperado: a guerra segue em aceleração, com menos pontos de saída claros.

Por que a ofensiva não levou ao enfraquecimento esperado do Irã?

O lançamento de mísseis em direção a Diego Garcia ampliou as preocupações sobre o alcance militar iraniano. Embora os projéteis não tenham atingido a ilha, o episódio chamou atenção porque, até então, o alcance conhecido dos mísseis iranianos era estimado em cerca de 2.000 km. A distância até Diego Garcia é de aproximadamente 3.800 km.

Na avaliação apresentada no texto original, isso indica que a pressão militar não conteve o avanço do Irã. Seja por uma capacidade antes não divulgada, seja por um desenvolvimento ocorrido sob bombardeio, a consequência prática é a mesma: a campanha militar não impediu o país de manter capacidade de ação.

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Quem está no comando do Irã em meio à guerra?

O texto afirma que uma parte importante da liderança iraniana foi eliminada, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, além de nomes como Ali Larijani, comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. A partir disso, surge uma dúvida central: quem conduz a campanha militar iraniana e como essa estrutura segue operando sob pressão intensa.

Segundo o relato, Mojtaba Khamenei, que teria sobrevivido ao ataque que matou seu pai e familiares próximos, foi nomeado novo líder, mas não apareceu em público. Até o momento citado, ele havia se manifestado apenas por duas mensagens escritas. O silêncio, em um sistema baseado em autoridade central, aumenta a incerteza sobre o comando político e militar.

Ao mesmo tempo, as ações do Irã não apontam para colapso. No mesmo sábado, o país atacou Dimona, no deserto do Negev, em Israel, área associada ao programa nuclear não declarado israelense. A ofensiva ocorreu depois de ataques israelenses à infraestrutura energética iraniana perto de Bushehr, onde também há uma usina nuclear.

O que os ataques recentes indicam sobre a coordenação iraniana?

A análise destaca que os movimentos iranianos sugerem coordenação, e não desorganização. Isso coloca em dúvida a premissa da estratégia de Estados Unidos e Israel de que a eliminação das principais lideranças produziria paralisia decisória. A lógica de “choque e pavor”, citada no texto, depende de colapso rápido da cadeia de comando, algo que não se confirmou até aqui.

Esse quadro também afeta a diplomacia. Se as estruturas de poder resistem, ainda resta a pergunta sobre quem poderia negociar. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, manteve perfil discreto durante o conflito. No início da guerra, ele pediu desculpas a países vizinhos afetados por ataques iranianos, gesto que, segundo relatos mencionados na reportagem, irritou integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica. Desde a ascensão de Mojtaba Khamenei, suas manifestações públicas se tornaram ainda mais raras.

Por que as negociações perderam credibilidade para Teerã?

Do ponto de vista iraniano, os acontecimentos recentes enfraquecem a confiança em qualquer negociação. O texto informa que, nos 14 meses desde a volta de Trump à Casa Branca, sinais de progresso rumo a um acordo nuclear em duas rodadas de conversas foram seguidos por ações militares.

Segundo autoridades iranianas citadas na reportagem, durante a segunda rodada de negociações em Genebra, em 27 de fevereiro de 2026, o país havia abordado a maior parte das preocupações americanas. Também estavam em curso preparativos para discussões técnicas em Viena. Ainda assim, Trump afirmou que não estava satisfeito com o andamento das tratativas, e os ataques começaram no dia seguinte.

Na leitura descrita pela reportagem, isso reforça em Teerã a percepção de que negociar não impede ofensivas militares e pode até criar incentivos para novos ataques.

Quais são os riscos imediatos de nova escalada?

Na noite de sábado, Trump elevou a pressão ao emitir um ultimato de 48 horas para que o Irã reabrisse o estreito de Ormuz, uma das rotas petrolíferas mais movimentadas do mundo. Segundo o texto, o presidente americano alertou que, se isso não ocorresse, os Estados Unidos poderiam “obliterar” usinas de energia iranianas. O estreito é uma passagem estratégica para o comércio global de petróleo, e qualquer interrupção prolongada costuma repercutir nos mercados internacionais, com potencial reflexo sobre inflação e combustíveis em países importadores e exportadores, como o Brasil.

“obliterar” as usinas de energia iranianas.

O Irã rejeitou a exigência e respondeu que qualquer ataque à sua infraestrutura energética seria enfrentado com ações em toda a região. O Conselho Supremo de Defesa do Irã também levantou a possibilidade de minar partes do Golfo Pérsico.

  • Lançamento de mísseis contra Diego Garcia ampliou o alerta sobre o alcance iraniano
  • Ataque a Dimona mostrou disposição de atingir áreas estratégicas em Israel

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