Os Estados Unidos determinaram que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, da Polícia Federal, deixe o país após ele ser apontado por autoridades norte-americanas como envolvido em uma tentativa de contornar pedidos formais de extradição no caso do ex-deputado Alexandre Ramagem. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, em meio a tensões sobre cooperação jurídica internacional. De acordo com informações do DCM, o governo dos EUA não informou quais ações específicas motivaram a medida nem detalhou prazo para seu cumprimento.
Em publicação oficial, as autoridades dos Estados Unidos afirmaram inicialmente sem citar o nome do agente que o funcionário brasileiro teria tentado usar o sistema migratório do país de forma irregular para ampliar uma perseguição política em território norte-americano. Depois, o texto original identificou o agente como Marcelo Ivo de Carvalho, delegado da Polícia Federal que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, o ICE.
O que disseram as autoridades dos Estados Unidos?
A nota divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental apresentou a justificativa política e diplomática para a decisão. O comunicado afirma que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração dos EUA para contornar pedidos formais de extradição.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”
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Até o momento, segundo o texto de origem, não houve manifestação pública do delegado Marcelo Ivo de Carvalho nem da Polícia Federal sobre o caso. Também não foram informados detalhes adicionais sobre eventuais consequências administrativas ou diplomáticas decorrentes da determinação norte-americana.
Como o caso se relaciona com Alexandre Ramagem?
A medida ocorre após a detenção de Alexandre Ramagem na Flórida. De acordo com a reportagem reproduzida pelo artigo original, Ramagem foi liberado por autoridades dos Estados Unidos depois de ter sido detido em razão de uma denúncia considerada equivocada. A informação, segundo o texto, foi divulgada pelo SBT News.
A abordagem ocorreu depois que a polícia rodoviária local recebeu a informação de que Ramagem estaria dirigindo com a habilitação vencida e em situação irregular no país, sob a alegação de ser foragido da Justiça brasileira. Ele foi interceptado quando saía de casa de carro, nas proximidades de uma escola. O texto original não informa desdobramentos judiciais adicionais após a liberação.
Quais pontos ainda não foram esclarecidos?
Segundo a apuração mencionada na matéria, agentes do ICE não sabiam previamente quem era Ramagem. O episódio ganhou repercussão interna nos Estados Unidos após o secretário de Estado, Marco Rubio, pedir esclarecimentos formais sobre a detenção. O artigo também relata que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria conversado com Rubio antes desse pedido de informações ao órgão de imigração.
Depois da atuação do Departamento de Estado, ainda segundo a reportagem citada no texto original, foi identificado que o detido havia presidido a Agência Brasileira de Inteligência. Mesmo com a repercussão do caso, seguem sem esclarecimento público alguns pontos centrais:
- quais atos concretos foram atribuídos ao delegado brasileiro;
- qual é o prazo estabelecido para a saída do país;
- se haverá manifestação oficial da Polícia Federal;
- se o caso terá efeitos sobre a cooperação jurídica entre Brasil e Estados Unidos.
Com isso, o episódio passa a envolver não apenas a detenção e posterior liberação de Alexandre Ramagem, mas também uma crise diplomática pontual em torno da atuação de um integrante da Polícia Federal em território norte-americano. Até a publicação do texto original, as autoridades dos EUA haviam mantido a ordem para que o delegado deixasse o país, sem detalhar novas providências.