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Natea Caetés capacita profissionais em primeiros socorros para segurança de autistas

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O Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea Caetés), que integra o Complexo Hospitalar dos Caetés (CHC), em Capanema, no nordeste do Pará, promoveu na manhã de segunda-feira, 20, uma capacitação intensiva voltada à segurança de seus usuários. O treinamento prático focou em protocolos de primeiros socorros, especificamente para casos de engasgo infantil, uma condição que exige resposta imediata e técnica precisa.

De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa foi realizada em parceria com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e o Corpo de Bombeiros Militar do município. A atividade visou preparar os colaboradores que atuam diretamente no cuidado com crianças atendidas na unidade, fortalecendo a rede de proteção em situações de emergência.

Como funciona a Lei Lucas no ambiente hospitalar?

A capacitação está diretamente alinhada à Lei nº 13.722/2018, popularmente conhecida como Lei Lucas. Esta legislação torna obrigatória a formação em noções básicas de primeiros socorros para profissionais de instituições de ensino e estabelecimentos que prestam atendimento a crianças. No contexto do Natea Caetés, a aplicação dessa norma amplia a segurança preventiva no ambiente assistencial, garantindo que a equipe saiba como agir até a chegada de um suporte médico especializado.

Durante o treinamento, militares do Corpo de Bombeiros utilizaram bonecos para demonstrar manobras de desengasgo e o manuseio correto de materiais de emergência. A supervisora da unidade, Adrilane Ribeiro, destacou a importância de manter a equipe confiante.

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A gente entende que a segurança das nossas crianças precisa estar sempre em primeiro lugar. Esse tipo de treinamento é fundamental porque prepara a equipe para agir com rapidez e segurança em situações de emergência, como o engasgo, que pode acontecer de forma inesperada

, afirmou a gestora.

Qual a importância do treinamento para crianças não verbais?

Um dos pontos cruciais discutidos na capacitação foi a identificação de sinais de socorro em crianças não verbais. Para pais de usuários, como Térsya Lorany Miranda de Oliveira, moradora de Bragança, o treinamento traz alívio. Ela relata que seu filho, Ivan Pedro, de sete anos, iniciou o acompanhamento há três anos e, embora tenha evoluído, a vigilância deve ser constante.

É de suma importância, principalmente para que os profissionais saibam identificar situações de risco em crianças não verbais, que muitas vezes não conseguem expressar o que estão sentindo. Reconhecer sinais, como levar as mãos ao pescoço ou ao peito, pode fazer toda a diferença

, relatou Térsya.

O instrutor da atividade, cabo Kaio Souza, reforçou que o objetivo principal é levar conhecimento técnico para salvar vidas em momentos críticos. Segundo o militar, o preparo imediato em órgãos públicos que atendem o público infantil é uma ferramenta indispensável de prevenção.

Quais profissionais participaram da capacitação em Capanema?

O Natea Caetés conta com uma estrutura de atendimento multiprofissional voltada às especificidades do Transtorno do Espectro Autista. A capacitação envolveu diversos especialistas que compõem o quadro da unidade, incluindo:

  • Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais;
  • Psicólogos e enfermeiros;
  • Profissionais de Educação Física e assistentes sociais;
  • Cuidadores e pessoal de apoio administrativo.

O Complexo Hospitalar dos Caetés é uma unidade da rede de saúde do Governo do Pará, gerida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Todo o atendimento realizado no núcleo é feito integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo moradores de Capanema e municípios vizinhos, consolidando-se como referência regional no tratamento especializado e agora reforçando seus protocolos de segurança operacional.

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