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eSIM deve avançar nas maquininhas de cartão em 2026, afirma VP da Emnify

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O mercado de maquininhas de cartão deve liderar a migração para eSIM em 2026 entre operadoras virtuais móveis voltadas a IoT, segundo avaliação apresentada por executivos do setor durante o Fórum das Operadoras Inovadoras, realizado na segunda-feira, 13. De acordo com informações do Mobile Time, a principal razão para esse movimento está nas dificuldades logísticas envolvidas na troca e manutenção de chips físicos em terminais POS.

A avaliação foi apresentada por Carlos Campos, vice-presidente de vendas LatAm e general manager Brasil da Emnify. No evento, ele afirmou que o uso do eSIM em POS responde a uma dor operacional do setor e pode abrir espaço para projetos em larga escala ao longo de 2026.

Por que o segmento de POS é apontado como líder na adoção do eSIM?

Segundo os executivos ouvidos no evento, o principal atrativo do eSIM para o mercado de POS está na simplificação da logística. Em vez de depender da troca física de cartões SIM, empresas podem gerenciar a conectividade de forma remota, reduzindo etapas operacionais na instalação, substituição e manutenção das maquininhas.

Para Thiago Rodrigues, CEO da Links Field, o setor de POS deve ser “o grande mercado” para o eSIM em 2026. Ele disse que os ganhos percebidos estão “da porta para fora”, em referência à redução de custos com entrega e troca de equipamentos com defeito.

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“A troca de fornecedor que o eSIM permite não é simplesmente trocar de operador. Você fala: ‘Olha esse fornecedor, seja qual for, eu posso trocar e colocar outro. Pode ser a mesma operadora, mas pode ser um fornecedor diferente”

Na avaliação de Rodrigues, a entrada do eSIM também altera o modelo de negócios ao permitir que operadoras atuem como fornecedoras de tecnologia por transações lógicas, com mais flexibilidade na gestão dos serviços contratados pelos clientes.

Quais empresas citaram aplicações práticas e benefícios do eSIM?

Tomas Fuchs, CEO da Arqia, concordou que as maquininhas de cartão tendem a ser as principais consumidoras de eSIM, embora também veja espaço para a tecnologia em carros conectados. Segundo ele, 10% da base da empresa já opera com eSIM. O executivo afirmou ainda que a eliminação do chip de plástico reduz de forma significativa as exigências contratuais ligadas à manutenção e à troca, enquanto o custo do plano de dados permanece igual.

O texto também relembra que a Cielo confirmou em fevereiro ao Mobile Time um projeto nacional para atualizar seu parque de maquininhas do SIMCard para o eSIM. Na ocasião, Carlos Alves, vice-presidente de tecnologia e negócios da companhia, afirmou que o centro da solução não é apenas a troca de chips, mas a interoperabilidade automatizada e a possibilidade de reduzir o risco de uma venda não ser concluída por indisponibilidade da rede celular.

  • Redução de custos logísticos com troca e entrega de equipamentos
  • Gestão remota da conectividade
  • Maior flexibilidade para troca de fornecedor
  • Menor dependência de chip físico
  • Possibilidade de ampliar a interoperabilidade de rede

Além das maquininhas, que outros segmentos podem adotar a tecnologia?

Pablo Guaita, diretor geral da Deutsche Telekom Global Business, afirmou que o eSIM pode contribuir para uma melhor aquisição de clientes ao viabilizar a oferta de serviços diferenciados na estratégia comercial. Ele também lembrou que a empresa atua com eSIM no setor automotivo desde 2017.

Além do mercado de POS, Thiago Rodrigues também apontou potencial de uso do eSIM em segmentos como rastreabilidade e telemetria. Já Tomas Fuchs mencionou os carros conectados como outra frente relevante para a expansão da tecnologia.

As declarações reforçam a expectativa de que 2026 seja um ano de maior avanço do eSIM em aplicações corporativas de IoT, com destaque para equipamentos que exigem conectividade contínua e enfrentam custos operacionais elevados quando dependem de chips físicos.

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