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Formação em TIC no Tocantins esbarra em evasão escolar e falta de conectividade

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A mobilização de alunos para cursos técnicos de TIC no Tocantins segue como um desafio para o SENAC Tocantins, segundo a diretora regional Claudia Oneide Silva. Em entrevista durante o Encontro Regional de TIC do Sistema S, realizado em 16 de abril, em Palmas, a dirigente afirmou que a instituição busca ampliar a oferta de cursos, especialmente online, para jovens do interior do estado, mas enfrenta obstáculos como deficiência na educação básica, evasão escolar e baixa conectividade. De acordo com informações do Convergência Digital, o objetivo é tornar o acesso às tecnologias emergentes mais viável em diferentes regiões tocantinenses.

Ao relatar o cenário, Claudia Oneide Silva disse que a dificuldade não está apenas em atrair estudantes para a formação técnica, mas também em garantir condições mínimas para permanência e aprendizado. Segundo ela, o trabalho do SENAC tem sido o de levar os cursos para localidades mais afastadas, com apoio de modelos remotos e híbridos, numa tentativa de ampliar o alcance da qualificação profissional na área de tecnologia da informação e comunicação.

Quais são os principais entraves para ampliar a formação em TIC no estado?

De acordo com a diretora regional, a falta de base educacional e o alto índice de evasão são fatores centrais nesse processo. Ela resumiu esse diagnóstico ao afirmar:

“Falta educação básica e é alto o índice de evasão”.

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Além disso, a conectividade insuficiente em parte do interior do Tocantins limita a expansão de cursos que dependem de acesso digital. Claudia Oneide Silva observou que muitas cidades ainda não estão preparadas para oferecer acesso adequado aos laboratórios e às ferramentas tecnológicas necessárias para a formação em TIC.

  • Déficit de educação básica entre parte dos estudantes
  • Índice elevado de evasão escolar
  • Baixa conectividade em cidades do interior
  • Dificuldade de acesso a laboratórios e recursos digitais

Como o SENAC Tocantins pretende enfrentar essas barreiras?

Segundo a dirigente, a estratégia envolve ampliar o acesso a cursos online e trabalhar com formatos de ensino mais flexíveis. A proposta é fazer com que jovens do interior tenham contato com conteúdos ligados às tecnologias emergentes, mesmo em um contexto de infraestrutura desigual. Ao tratar desse objetivo, ela declarou:

“O futuro é agora. Temos de levar as tecnologias emergentes para os alunos”.

A executiva também afirmou que a adaptação ao ambiente digital não se limita aos estudantes. Para ela, a transformação em curso exige preparo dos docentes e também das lideranças institucionais. Nesse ponto, destacou:

“A transformação digital obriga uma capacitação dos docentes e até os executivos do alto escalão têm de ser preparados para essa nova era”.

Qual o papel do ensino online e híbrido nesse contexto?

Na avaliação de Claudia Oneide Silva, a educação flexível já se tornou parte da resposta para reduzir obstáculos de acesso e permanência. Ela defendeu que as aulas online ajudam a manter o aluno em processo de aprendizagem, especialmente quando a presença física contínua se torna mais difícil.

“As aulas online são fundamentais para tentarmos manter o aluno na sala de aula, aprendendo. Os cursos híbridos são uma realidade”.

A fala indica que, para o SENAC Tocantins, o avanço da formação em TIC depende tanto de infraestrutura quanto de adaptação pedagógica. O desafio, portanto, passa por combinar conectividade, qualificação de professores e modelos de ensino compatíveis com a realidade dos municípios do interior. O tema foi discutido durante o Encontro Regional de TIC do Sistema S, em Palmas, com organização da Network Eventos.

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