As operadoras de telecomunicações em Bangladesh estão alertando para um possível desligamento iminente de seus serviços devido a uma grave escassez de combustível. A crise atual foi desencadeada pela guerra no Irã, que afetou significativamente as importações de combustível do país. De acordo com informações do Total Telecom, os operadores enviaram uma carta à Comissão Reguladora de Telecomunicações de Bangladesh, ressaltando a seriedade da situação.
A Associação de Operadores de Telecomunicações Móveis de Bangladesh (AMTOB) destacou na carta que a indústria está enfrentando um “grave sofrimento operacional” devido à falta prolongada de energia comercial e à ausência de fornecimento seguro de combustível para os sistemas de backup. A AMTOB advertiu que, se essas condições persistirem, há um risco iminente de grandes desligamentos da rede de telecomunicações em partes significativas do país.
Por que Bangladesh está enfrentando uma escassez de combustível?
A escassez de combustível em Bangladesh é causada pela guerra em andamento no Irã, que tem limitado a exportação de suprimentos vitais de combustível do Oriente Médio. Bangladesh importa aproximadamente oitenta por cento de seu petróleo bruto e sessenta e cinco por cento de seu gás natural dessa região, e a interrupção no fornecimento tem levado a uma alta de cerca de quinze por cento nos preços dos combustíveis no país.
Quais são as consequências para as operadoras de telecomunicações?
O aumento dos preços e a racionalização de combustíveis pelo governo de Bangladesh estão impactando diretamente as operadoras de telecomunicações, que necessitam de diesel e octano para operar suas estações transmissoras de base e centros de dados. Atualmente, as operadoras consomem mais de 52 mil litros de diesel e 20 mil litros de octano diariamente, enquanto os centros de dados usam entre 500 e 600 litros de diesel por hora.
O que as operadoras esperam do governo?
As operadoras estão solicitando que o governo dê prioridade ao fornecimento de combustível para manter operacionais serviços críticos, como transações financeiras móveis e resposta a emergências. Sem esse suporte, múltiplas instalações estratégicas de telecomunicações no país correm o risco de esgotarem suas reservas de combustível.