O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir mobilização das centrais sindicais para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação do projeto que prevê o fim da escala 6×1 e limita a jornada a 40 horas semanais. A declaração foi feita em 15 de abril de 2026, no Palácio do Planalto, em Brasília, durante encontro com representantes sindicais que participaram da marcha da classe trabalhadora. Segundo o presidente, a tramitação da proposta depende de articulação política e da atuação das entidades que representam os trabalhadores.
De acordo com informações da Revista Fórum, a fala ocorreu no dia seguinte ao envio do projeto ao Congresso. O texto estabelece o limite de 40 horas semanais e o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso. A reportagem original informa ainda que o episódio se soma à cobrança já feita por Lula em entrevista ao veículo.
O que Lula pediu às centrais sindicais?
No encontro, Lula afirmou que as centrais não podem abrir mão de atuar em defesa dos trabalhadores que representam. Ao defender maior participação das entidades na tramitação da proposta, o presidente associou a aprovação do projeto à capacidade de pressão política sobre o Legislativo.
“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”
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O presidente também ressaltou que o envio de matérias ao Congresso exige esforço para construção de apoio. Em sua fala, indicou que o governo, sozinho, não garante a aprovação das medidas e que a mobilização social é parte do processo político.
“Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”
Como ocorreu o encontro no Palácio do Planalto?
A declaração foi dada durante reunião com representantes das centrais sindicais no Palácio do Planalto. Eles estavam em Brasília para participar da marcha da classe trabalhadora e apresentaram ao governo uma pauta com 68 reivindicações.
Durante o evento, Lula homenageou o ativista Rick Azevedo, do movimento Vida Além do Trabalho, ligado à pauta da redução da jornada. Segundo o texto original, Azevedo relatou ter enfrentado burnout e depressão após uma rotina intensa de trabalho.
Quais temas entraram no debate sobre a jornada de trabalho?
Além do fim da escala 6×1, o encontro reuniu outros temas relacionados ao mercado de trabalho. Lula também fez críticas a reformas anteriores, como a trabalhista e a da Previdência, e mencionou preocupação com propostas que, segundo ele, podem ampliar a jornada no país.
As lideranças sindicais defenderam a proposta de redução da jornada e apontaram, de acordo com a reportagem, possíveis efeitos como a geração de empregos e a ampliação do tempo disponível para a população. Também foram citadas preocupações com a pejotização e a necessidade de proteção a trabalhadores de aplicativos.
- Fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso
- Limite de 40 horas semanais
- Pressão política no Congresso para aprovação do projeto
- Debate sobre pejotização
- Proteção a trabalhadores de aplicativos
- Impactos das transformações tecnológicas no mercado de trabalho
Por que o tema ganhou novo peso político?
A nova manifestação de Lula reforça uma cobrança pública feita às centrais sindicais em torno de um projeto já encaminhado ao Congresso. O tema ganhou centralidade porque envolve mudanças na organização da jornada de trabalho e depende de articulação entre governo, parlamentares e entidades representativas.
O debate também foi associado, no encontro, aos efeitos das transformações tecnológicas no mercado de trabalho, especialmente sobre grupos mais expostos a essas mudanças. Com isso, a discussão sobre a escala 6×1 foi inserida em uma agenda mais ampla de reivindicações trabalhistas apresentada ao governo federal.