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Eleições no Paraná: Ratinho Junior avalia sucessão e o peso do interior

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, recebeu na segunda-feira (24/06/2024) o Título de Cidadão Honor
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, recebeu na segunda-feira (24/06/2024) o Título de Cidadão Honorário do Estado concedido pela Assembleia Legislativa do Paraná. A honraria Foto: Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) — Public domain

O balanço de poder no cenário político do Paraná evidencia que a capital e a região metropolitana representam cerca de um terço do total de eleitores. Com um eleitorado estadual que ultrapassa a marca de 8,4 milhões de votantes — o sexto maior colégio eleitoral do Brasil —, as articulações para o próximo ciclo eleitoral ganham força nos bastidores governamentais e exigem cálculos precisos das lideranças envolvidas na disputa pela sucessão no governo estadual.

De acordo com informações do UOL Notícias, apenas a cidade de Curitiba possui 1,3 milhão de cidadãos aptos a votar. Por outro lado, os municípios do interior abrigam os outros dois terços do eleitorado paranaense, consolidando a região como o fiel da balança eleitoral. Londrina desponta como o maior colégio eleitoral fora da capital, registrando pouco mais de 400 mil votantes.

Como a aprovação popular afeta as eleições no Paraná?

A conquista do eleitorado na capital é considerada um passo fundamental, mas o peso decisivo nas urnas no dia 4 de outubro de 2026 recairá sobre o interior do estado. A capacidade de capilaridade política e o diálogo com os pequenos municípios são fatores que as frentes partidárias não podem negligenciar na corrida pelo comando do Executivo.

Neste cenário, o governador Ratinho Junior (PSD) registra um índice histórico de apoio. Pesquisas recentes do Instituto IRG apontam que a atual administração tem a aprovação de 88 por cento da população paranaense. A rejeição atinge apenas dez por cento, enquanto 1,5 por cento dos entrevistados optaram por não responder. O grande desafio da base aliada será converter essa elevada aprovação popular em transferência efetiva de votos para o candidato indicado ao governo, mantendo o controle de um estado que é pilar estratégico para os planos nacionais do PSD, legenda presidida por Gilberto Kassab.

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Quais são as movimentações e rachas na base governista?

As articulações nos corredores da Assembleia Legislativa revelam tensões políticas. Parlamentares que historicamente construíram suas trajetórias na base de apoio do governador indicam uma aproximação tática com o senador Sérgio Moro (União Brasil). Essa transição tem gerado questionamentos internos sobre a manutenção dos cargos comissionados indicados por esses deputados, embora retaliações não pareçam integrar, até o momento, os planos imediatos do atual chefe do Executivo.

O cronograma eleitoral também dita o ritmo das decisões. As expectativas apontam que o candidato oficial ao governo pelo PSD deve ser anunciado apenas após o fechamento da janela partidária, estipulado para o dia 3 de abril de 2026. Até lá, diversos pré-candidatos avaliam possíveis trocas de legenda visando melhores condições de disputa eleitoral.

Dentro da própria base, o deputado estadual Alexandre Curi (PSD) assegura a continuidade de sua pré-candidatura ao governo estadual, independentemente de receber ou não a bênção do atual governador. O parlamentar possui trânsito livre para migrar ao partido Republicanos, caso considere necessário. Em paralelo, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, já anunciou oficialmente que não entrará na corrida majoritária para o estado.

Quem disputa espaço nas alianças municipais e estaduais?

As negociações regionais são intensas, especialmente em municípios estratégicos. Em Apucarana, o vereador Moisés Tavares (PP) busca viabilizar seu nome para uma vaga na Assembleia Legislativa, mas depende da chancela do prefeito Rodolfo Mota (União Brasil). Mota, no entanto, mantém postura neutra, pois sustenta bom relacionamento com figuras diversas, como o secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), e o próprio senador Sérgio Moro.

Caso o prefeito de Apucarana decida lançar um candidato próprio para o cargo de deputado estadual, alguns quadros políticos correm por fora na tentativa de angariar esse apoio. Os principais nomes especulados são:

  • Marcos da Vila Reis, atual vice-prefeito do município;
  • Recife, atual secretário municipal de Cultura.

Em Londrina, o prefeito Thiago Amaral (PSD) reafirmou sua fidelidade ao projeto governista e apoiará o nome escolhido por Ratinho Junior. Para a eleição ao Senado, Amaral declarou apoio ao deputado federal Filipe Barros (PL), integrante do grupo político de Moro. Já o secretário estadual de Saúde, deputado federal licenciado Beto Preto (PSD), descarta concorrer em disputas majoritárias no momento, mas atenderia prontamente a uma eventual convocação do governador.

Como a política nacional reflete no cenário local?

As movimentações eleitorais estaduais inevitavelmente dialogam com os projetos de poder nacional. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), iniciou de forma conturbada sua pré-campanha à Presidência da República. Ao ser lançado no cenário nacional, Caiado declarou que seu primeiro ato no Palácio do Planalto seria conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Analistas avaliam a postura como equivocada, uma vez que a centralização da pauta na anistia demonstra a ausência de um plano governamental sólido para o Brasil. A falta de propostas focadas nos problemas estruturais do país pode limitar o alcance da pré-candidatura, afetando consequentemente a força dos palanques regionais que dependerão de lideranças nacionais consolidadas.

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