
O Governo do Estado do Paraná, na região Sul do Brasil, promoveu na quarta-feira (8 de abril de 2026) uma cerimônia para o reconhecimento dos municípios com melhor classificação no IdePAR (Índice de Desempenho Municipal dos Projetos Financiados). Iniciativas como essa têm ganhado relevância no cenário nacional por servirem de modelo para a transparência e a eficiência na administração pública de outros estados. O ranking, que utiliza um sistema de classificação de riscos conhecido como Rating Municipal, visa medir a eficiência técnica e o cumprimento de prazos em obras custeadas pelo estado.
De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná, o estudo foi desenvolvido em parceria com o Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), a Fomento Paraná e o Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável (IPPDS), vinculado à Universidade Federal de Viçosa (UFV), instituição sediada em Minas Gerais, demonstrando um esforço de colaboração interestadual.
O SFM atua como um sistema de crédito e assistência técnica para as prefeituras paranaenses. A avaliação de desempenho considera tanto a performance dos mutuários quanto do gestor da carteira de financiamento. O IdePAR foi estabelecido como a métrica central para verificar a efetividade na execução dos projetos, garantindo que os cronogramas estabelecidos sejam respeitados pelos entes municipais, otimizando a aplicação dos recursos públicos.
Como funciona o novo índice de desempenho do Paraná?
O sistema analisa a maturidade e a agilidade das gestões locais na condução de intervenções urbanas. No total, foram avaliados 1.198 projetos em todo o estado. Deste montante, 573 iniciativas alcançaram a posição “B”, indicando que os municípios se enquadram acima da média em efetividade de prazo. Outros 115 projetos receberam a nota máxima “A”, sendo considerados muito acima da média estadual em termos de agilidade e gestão administrativa.
Quais cidades lideram o ranking de efetividade do IdePAR?
O ranking de complexidade destacou municípios de diferentes portes que conseguiram superar desafios burocráticos e operacionais. Entre os cinco primeiros colocados no índice geral, destacam-se:
- Godoy Moreira: 58,01 pontos;
- Sabáudia: 57,96 pontos;
- Amaporã: 57,91 pontos;
- Cruzeiro do Iguaçu: 57,72 pontos;
- Cornélio Procópio: 57,32 pontos.
No recorte voltado para cidades com mais de 50 mil habitantes, o município de Colombo, localizado na Região Metropolitana de Curitiba, lidera com 56,59 pontos, ocupando a oitava posição no ranking geral. Na sequência desse grupo, aparecem Francisco Beltrão, com 55 pontos, e Campo Mourão, com 51,32 pontos. O vice-governador do Paraná, Darci Piana, ressaltou que o compromisso estadual é acelerar o desenvolvimento urbano, auxiliando no controle rigoroso das obras públicas em cidades de todos os tamanhos.
Os resultados mostram o compromisso do Estado e das prefeituras em acelerar o desenvolvimento tanto de grandes quanto de pequenos municípios, ajudando a controlar as obras. É sempre motivo de grande alegria reconhecer municípios que se destacam pela boa gestão e pelos resultados entregues à população.
Qual é a importância do Painel de Monitoramento para os gestores?
Durante o encontro, foi apresentado o Painel de Monitoramento do Financiamento dos Municípios do Paraná, ferramenta estratégica gerida pelo Paranacidade. A plataforma permite que prefeitos e secretários visualizem em tempo real os gargalos que comprometem a execução de obras, permitindo intervenções rápidas para evitar atrasos. A superintendente-executiva do Paranacidade, Camila Scucato, destacou que o índice pode servir de base para premiações futuras, como redução de taxas de juros em programas de financiamento ou repasses diferenciados a fundo perdido.
O prefeito de Amaporã, Marcos Marin, enfatizou que o reconhecimento é vital para cidades de pequeno porte, que operam com equipes administrativas enxutas e enfrentam dificuldades naturais na tramitação de convênios. Já o prefeito de Colombo, Helder Lazarotto, afirmou que a ferramenta é um exemplo para o país por mensurar a efetividade real dos investimentos desde a fase de elaboração do projeto até a prestação de contas final.
O projeto que originou o ranking foi viabilizado através da Secretaria das Cidades e compõe o Programa Paraná Urbano III, que conta com financiamento parcial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), principal fonte de financiamento multilateral para projetos de desenvolvimento na América Latina. O presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, reiterou a importância do uso de dados para antecipar problemas críticos e monitorar a evolução histórica das carteiras municipais, transformando relatórios densos em decisões estratégicas ágeis.