Durante uma coletiva de imprensa em Campo Grande na segunda-feira, 2 de fevereiro, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, destacou a importância da COP15 da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, que ocorrerá no Brasil, especialmente no Pantanal. De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente, Capobianco afirmou que a convenção é “uma das maiores expressões da cooperação internacional para a conservação da biodiversidade”.
Qual é o papel do Brasil na COP15?
Capobianco ressaltou o papel do Brasil como liderança ambiental e a oportunidade de ampliar a adesão de novos países à convenção. Ele destacou a visibilidade internacional conferida ao Pantanal e as iniciativas de conservação desenvolvidas em parceria entre o governo brasileiro e o governo do Mato Grosso do Sul. “O Pantanal é um eixo fundamental tanto para a conservação quanto para o desenvolvimento sustentável, com destaque para o turismo”, concluiu.
Quais são os desafios e objetivos da CMS?
A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) é um tratado ambiental das Nações Unidas que estabelece uma plataforma global para a conservação de espécies migratórias. Em vigor desde 1979, reúne governos, cientistas e sociedade civil para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória. Atualmente, 133 países são signatários da convenção, que abrange 1.189 espécies.
- 962 aves
- 94 mamíferos terrestres
- 64 mamíferos aquáticos
- 58 espécies de peixes
- 10 répteis e 1 inseto
Quais são as expectativas para a COP15 no Pantanal?
O secretário de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, destacou a importância do Pantanal na COP15 por ser a maior área úmida do planeta. “Queremos ampliar esse olhar para o Pantanal”, afirmou Verruck. Capobianco também visitou locais em Campo Grande e se reuniu com autoridades locais e organizações da sociedade civil para discutir a conservação do Pantanal e da biodiversidade.
“As espécies migratórias circulam entre países e continentes. Muitas passam pelo Brasil, mas não pertencem a um único território. Portanto, a COP15 é um gesto de cooperação, de altruísmo altamente relevante e que depende do esforço multilateral da cooperação internacional no seu mais alto valor”, explicou Capobianco.
Fonte original: Ministério do Meio Ambiente