A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad/MG), por meio da Unidade Regional de Fiscalização Ambiental do Norte de Minas, concluiu a Operação Grande Sertão IV, que visa combater o desmatamento ilegal da flora nativa no norte do estado. A ação, que se concentrou em áreas com altos índices de supressão irregular de vegetação nos municípios de Ibiaí, Coração de Jesus, São João da Lagoa e São João do Pacuí, resultou na aplicação de mais de R$ 800 mil em multas. De acordo com informações da Agência Minas, a operação utilizou geotecnologia para identificar desmates recentes.
Durante os cinco dias de operação, foram fiscalizados 12 alvos previamente mapeados com o uso de ferramentas de geotecnologia. As equipes apreenderam cinco tratores e duas motosserras, além de 691,31 metros cúbicos de lenha e 41 metros de carvão, todos provenientes de exploração ilegal.
Até o momento, o valor total das multas aplicadas é de R$ 801.119,51. Os autos de infração foram emitidos com base na legislação ambiental, que prevê sanções administrativas para atividades de desmatamento sem autorização ou em desacordo com as normas.
Como a geotecnologia auxiliou na operação?
A utilização de ferramentas avançadas de geotecnologia permitiu identificar alterações na cobertura vegetal e direcionar as fiscalizações de forma mais precisa e estratégica. A tecnologia possibilitou o mapeamento de áreas com indícios de desmates recentes ou em fase inicial, otimizando o trabalho das equipes em campo.
Qual a importância da Operação Grande Sertão IV?
A Operação Grande Sertão IV é importante para combater o desmatamento ilegal em uma região com grandes extensões territoriais e altos índices de supressão irregular de vegetação. A ação contribui para a preservação da flora nativa e para o cumprimento da legislação ambiental.
Qual o impacto do uso da geotecnologia no combate ao desmatamento?
Segundo o chefe Regional de Fiscalização, João Paulo Lopes Gomes, o uso de geotecnologias tem ampliado a capacidade de resposta do Estado, permitindo a identificação rápida de áreas desmatadas e a atuação mais eficiente das equipes em campo. A estratégia integra monitoramento remoto, análise técnica e fiscalização presencial.
