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Gestora Latache assume vaga no conselho de administração da Usiminas

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A gestora de investimentos **Latache** conseguiu garantir um assento no conselho de administração da **Usiminas** durante a assembleia geral ordinária realizada na quarta-feira (23). A entrada da gestora no colegiado representa um marco para os acionistas minoritários, dado que a empresa é reconhecida no mercado financeiro por sua atuação em disputas societárias complexas. Atualmente, a Latache detém uma participação de 5% das ações ordinárias da siderúrgica mineira.

De acordo com informações do Valor Empresas, a movimentação não se restringiu apenas ao conselho de administração. Em uma articulação conjunta com outros investidores de relevância, como a **família Batista** e o investidor **Lirio Parisotto**, o grupo conseguiu eleger dois membros para o conselho fiscal da companhia. O resultado foi formalizado na ata da assembleia, consolidando a presença de vozes independentes na estrutura de governança da organização.

Como se deu a articulação dos acionistas minoritários?

A estratégia para ocupar cadeiras nos conselhos de uma empresa de grande porte como a **Usiminas** exige coordenação entre detentores de ações ordinárias (ON). No caso específico desta assembleia, a união de forças entre a **Latache**, os representantes da **família Batista** e o bilionário **Lirio Parisotto** permitiu que os minoritários exercessem seu direito de representação de forma mais contundente. O conselho fiscal, para o qual foram eleitos dois integrantes, possui a atribuição técnica de fiscalizar os atos dos administradores e examinar as demonstrações financeiras.

O conselho de administração, por sua vez, é o órgão responsável pela definição das diretrizes estratégicas e pela supervisão da diretoria executiva. A chegada da **Latache** a este grupo ocorre em um momento em que a siderúrgica lida com uma estrutura de controle concentrada. A presença de um novo conselheiro indicado por uma gestora com o perfil de fiscalização ativa pode trazer novos elementos para as discussões internas sobre investimentos e eficiência operacional.

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Qual é o peso da Ternium no controle da Usiminas?

Embora os acionistas minoritários tenham conquistado espaços importantes na última assembleia, o controle acionário da **Usiminas** permanece predominantemente nas mãos do grupo **Ternium**. Os dados societários indicam que a **Ternium** detém 71% das ações ordinárias da companhia, o que lhe confere uma posição de liderança absoluta nas deliberações ordinárias. No que tange ao bloco de controle, a participação do grupo alcança 92,9%, evidenciando a concentração de poder decisório.

Mesmo diante dessa hegemonia, a legislação brasileira das Sociedades Anônimas prevê mecanismos para que acionistas que atingem determinados percentuais de capital possam pleitear vagas em órgãos de fiscalização e administração. A **Latache**, ao deter 5% das ações ordinárias, utilizou esses instrumentos para assegurar que seus interesses, e de outros investidores minoritários, fossem representados nos fóruns de debate da siderúrgica.

Quais são as principais funções dos conselhos eleitos?

A governança corporativa de companhias listadas em bolsa, como a **Usiminas**, depende do equilíbrio entre diferentes órgãos de controle. Para compreender o impacto da entrada da **Latache**, é fundamental destacar os pontos principais de atuação das esferas administrativas:

  • O conselho de administração define o planejamento de longo prazo e monitora os riscos do negócio;
  • O conselho fiscal atua como um órgão de controle independente, verificando o cumprimento dos deveres legais e estatutários;
  • Os conselheiros eleitos por minoritários têm o papel de garantir que as decisões não favoreçam apenas o acionista controlador;
  • A fiscalização de contas e a análise de balanços trimestrais passam pelo crivo dos membros indicados.

A assembleia de acionistas é o fórum máximo de decisão, onde temas como a destinação de lucros, eleição de administradores e alterações no estatuto social são votados. Com a conclusão deste encontro, a **Usiminas** inicia um novo ciclo de gestão com uma composição de conselhos que reflete a pressão por maior transparência e representatividade por parte de seus investidores externos e gestoras de patrimônio.

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