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Cientistas Desenvolvem Acelerador que Reduz Tempo de Vida de Resíduos Nucleares

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O Thomas Jefferson National Accelerator Facility, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um sistema inovador que pode transformar o futuro do armazenamento de resíduos nucleares. De acordo com informações do OilPrice, o projeto utiliza um acelerador de partículas para transmutar resíduos nucleares de longa duração em isótopos de vida mais curta, potencialmente reduzindo o tempo de armazenamento necessário em até 99,7%.

Como funciona o acelerador de partículas?

O acelerador desenvolvido no Jefferson Lab emprega feixes de prótons de alta energia que atingem um alvo de metal pesado, como mercúrio líquido, desencadeando a espalação para criar nêutrons. Esses nêutrons bombardeiam os resíduos nucleares, convertendo-os em elementos mais estáveis ou de vida mais curta. Este processo não apenas reduz o tempo de isolamento necessário de aproximadamente 100.000 anos para apenas 300 anos, mas também gera calor que pode ser convertido em eletricidade livre de carbono.

Quais são os desafios e avanços do projeto?

O projeto é financiado pelo programa NEWTON, que investiu R$ 8,17 milhões no desenvolvimento de cavidades de radiofrequência supercondutoras de alta eficiência. O Jefferson Lab está inovando ao revestir cavidades de nióbio puro com uma fina camada de estanho, formando um composto supercondutor de alto desempenho que pode alcançar estados supercondutores a temperaturas mais altas.

Como o mundo está lidando com resíduos nucleares?

Enquanto o projeto do Jefferson Lab ainda está em fase de pesquisa, outros países já estão implementando soluções permanentes. Em 2024, a Finlândia inaugurou o Onkalo, o primeiro repositório geológico profundo do mundo para resíduos nucleares de alto nível. Localizado na Ilha de Olkiluoto, o Onkalo utiliza sistemas de múltiplas barreiras para isolar o combustível gasto por 100.000 anos. A Suécia e outros países europeus também estão desenvolvendo repositórios semelhantes.

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O desafio de lidar com resíduos nucleares permanece crítico, especialmente com a expansão da capacidade nuclear global, que deve mais que dobrar até 2050. A China lidera essa expansão, com planos de construir mais de 30 novos reatores, enquanto outros países, como Egito e Turquia, exploram programas nucleares que podem adicionar cerca de 160 GWe até 2050.

Fonte original: OilPrice



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