Rafael Grossi, atual diretor-geral da AIEA, aparece como favorito na disputa para suceder António Guterres no comando da ONU a partir de 2027, após participar de uma sabatina com outros três candidatos em Nova York. O processo ouviu também Michelle Bachelet, Rebeca Grynspan e Macky Sall sobre liderança e desafios globais, em uma etapa de avaliação para a escolha do próximo secretário-geral. De acordo com informações do Petronotícias, a definição final ainda dependerá das próximas etapas no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral.
A atual gestão de Guterres termina com a sucessão prevista para entrar em vigor em primeiro de janeiro. Segundo o texto original, os quatro candidatos foram ouvidos durante horas sobre suas visões para a organização e sobre a capacidade de enfrentar crises internacionais, direitos humanos e desenvolvimento. A eleição, de acordo com a tradição citada no material, ocorre em um momento em que a vez regional seria da América Latina.
O que Rafael Grossi defendeu durante a sabatina?
Grossi afirmou que há dúvidas sobre a capacidade da ONU de responder a problemas globais e destacou a necessidade de a instituição recuperar legitimidade. No relato, ele também sustentou que o chefe da organização deve visitar pontos críticos ao redor do mundo como parte do exercício da função.
“existem enormes dúvidas sobre a nossa instituição e sobre a sua capacidade de lidar com problemas globais.”
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“Temos que nos concentrar nisso”.
A presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, que conduziu as sessões de perguntas e respostas, ressaltou a dimensão política e institucional do posto. Segundo ela, o secretário-geral exerce papel central na defesa da Carta da ONU e na condução de agendas ligadas à paz, ao desenvolvimento e aos direitos humanos.
“O secretário-geral não é apenas o chefe da ONU e o principal diplomata do mundo. Ele ou ela também representa todos os 8 bilhões de habitantes do planeta, defendendo a Carta da ONU e liderando iniciativas de paz, desenvolvimento e direitos humanos.”
Quem são os outros nomes na disputa pela secretaria-geral?
Além de Grossi, participaram da sabatina a chilena Michelle Bachelet, a costarriquenha Rebeca Grynspan e o senegalês Macky Sall. Todos afirmaram, segundo o texto, que pretendem concentrar sua atuação nos três pilares da ONU:
- garantia da paz e da segurança internacionais;
- proteção e defesa dos direitos humanos;
- promoção do desenvolvimento.
Bachelet afirmou que o próximo chefe da ONU precisará de habilidades de liderança e defendeu maior presença em campo para tentar evitar crises. O texto também informa que sua candidatura é apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governo brasileiro.
“Estou aqui para reiterar a necessidade urgente de diálogo”.
Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e ex-secretária-geral da agência da ONU para comércio e desenvolvimento, disse que manteria os princípios da organização mesmo sob pressão. Ela também avaliou que a instituição precisa correr mais riscos para recuperar relevância.
“continuará sendo a voz moral e imparcial que o secretário-geral precisa ser”.
“Precisamos assumir mais riscos e estou pronta para falhar e tentar novamente.”
Como está o cenário político da escolha?
Macky Sall, ex-presidente do Senegal, é apresentado no texto como o único candidato de fora da América Latina. O material registra que sua candidatura gerou manifestações em frente à sede da ONU por alegações de corrupção. Também informa que a Carta da organização não impõe limitações rígidas sobre a origem regional dos concorrentes, embora exista tradição de rotatividade.
“recuperar seu lugar na mesa global”.
“construtor de pontes”.
O texto menciona ainda resistências políticas a alguns nomes. No caso de Bachelet, há referência à possibilidade de veto no Conselho de Segurança por parte dos Estados Unidos. Também cita a avaliação de Daniel Forti, do International Crisis Group, segundo a qual ainda não está claro se algum candidato conseguiu se destacar de forma decisiva nesta fase.
“Não é imediatamente óbvio se algum candidato fez o suficiente para se destacar dos demais ou para afastar potenciais adversários que possam surgir posteriormente”.
A escolha do próximo secretário-geral caberá primeiro ao Conselho de Segurança da ONU, responsável por selecionar um nome para posterior aprovação da Assembleia Geral. Até lá, o quadro segue aberto, embora Grossi apareça neste momento como o nome mais bem posicionado no relato publicado pela fonte.