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Backup no iCloud é apontado pela PF em investigação sobre MC Ryan SP e Poze

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MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e os influenciadores Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias foram presos pela Polícia Federal na quarta-feira, 15 de abril de 2026, no âmbito de uma operação contra uma organização criminosa acusada de lavar mais de R$ 1,6 bilhão. A investigação, segundo a PF, avançou a partir da análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos em operações anteriores realizadas em 2025. De acordo com informações do Poder360, a operação cumpriu mandados em oito estados e no Distrito Federal, com bloqueio de bens e valores determinado pela Justiça.

De acordo com a apuração, os dados extraídos da nuvem permitiram aos investigadores mapear a estrutura de um grupo suspeito de atuar com plataformas de apostas não autorizadas, rifas digitais clandestinas, narcotráfico internacional e empresas fictícias. O material armazenado no iCloud de Rodrigo de Paula Morgado reunia extratos bancários, comprovantes, diálogos, registros empresariais, contratos, procurações e documentos financeiros, descritos pela PF como um “mapa” da organização.

Como o backup no iCloud entrou na investigação?

Segundo a PF, a análise do conteúdo em nuvem decorreu de operações anteriores. A apuração citada no texto teve origem em evidências reunidas na Operação Narco Bet, realizada em outubro de 2025, que, por sua vez, derivou da Operação Narco Vela, de abril do mesmo ano. Essas fases anteriores investigavam lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar, narcotráfico internacional, grandes volumes em espécie, movimentações bancárias e ativos digitais.

Com base no material obtido, a PF identificou o que classificou como uma organização criminosa “autônoma e dissociada” da investigação inicial, especializada em lavagem de capitais em larga escala. O órgão informou ao Poder360 que não comenta métodos de investigação nem casos sob apuração.

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Quais medidas foram cumpridas na operação?

A operação cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 1,63 bilhão, incluindo criptomoedas mantidas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.

  • 39 mandados de prisão temporária
  • 45 mandados de busca e apreensão
  • Bloqueio de bens e valores de até R$ 1,63 bilhão
  • Apreensão autorizada de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil
  • Possibilidade de recolhimento de joias, relógios, veículos, embarcações e aeronaves
  • Novas apreensões de dados em nuvem, como iCloud e Google Drive

Também foram autorizadas apreensões de celulares, computadores e HDs. Segundo a investigação, o grupo possuía núcleos específicos de captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie, além de utilizar técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos, contas de passagem, empresas de fachada, laranjas, holdings, triangulação de recursos, criptoativos e evasão de divisas.

Quem são os investigados citados e qual o papel atribuído a eles?

Rodrigo de Paula Morgado foi apontado pela PF como operador financeiro do grupo. Conforme decisão judicial mencionada na reportagem, ele coordenava movimentações bancárias, auxiliava na blindagem patrimonial de MC Ryan SP e realizava transferências em nome de terceiros. A Justiça afirmou ainda que a estrutura operava com características de instituição financeira clandestina, com mecanismos próprios de compensação, controle e registro.

Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, é apontado pela PF como líder e principal beneficiário econômico da organização. Segundo a decisão citada, ele utilizaria empresas ligadas ao entretenimento para misturar receitas lícitas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais. A investigação também afirma que o cantor teria estruturado mecanismos de blindagem patrimonial, com transferência de participações societárias a familiares e terceiros.

Tiago de Oliveira é apontado como braço-direito do artista, atuando como procurador e gestor financeiro. Já Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga ou Xandex, teria feito a intermediação entre plataformas de apostas e empresas ligadas ao grupo, com transferências fracionadas. Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, aparece vinculado, segundo a PF, a empresas e estruturas financeiras ligadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas ilegais.

O que a investigação diz sobre influenciadores e divulgação?

A PF afirma que influenciadores e páginas de grande alcance eram usados para divulgar apostas e rifas, além de melhorar a imagem pública do grupo. Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado na investigação como operador de mídia. Segundo o material citado, ele recebia valores para divulgar conteúdos favoráveis ao grupo, promover plataformas de apostas e atuar em crises de imagem.

Chrys Dias e outros influenciadores também aparecem, de acordo com a investigação, como divulgadores ou intermediários financeiros. As defesas de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo afirmaram, respectivamente, que ainda não tiveram acesso aos autos ou que desconhecem o teor dos mandados, e que só irão se manifestar após acesso integral ao processo.

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