A companhia aérea brasileira Azul concluiu um processo de reestruturação financeira de nove meses sob o Capítulo 11 da lei de falências dos EUA, resultando em um balanço mais enxuto e relações renegociadas com principais locadores e fabricantes. De acordo com informações do FlightGlobal, o CEO John Rodgerson afirmou que a Azul completou o processo em tempo recorde.
Quais foram os desafios enfrentados pela Azul?
Azul entrou com pedido de recuperação judicial em maio de 2025, devido a uma série de fatores macroeconômicos fora de seu controle, como os efeitos persistentes da pandemia de Covid-19, desvalorização da moeda local, problemas com motores que resultaram na paralisação de aeronaves e inundações no sul do Brasil. “Tivemos um número significativo de paralisações relacionadas à Rolls Royce nos A330neos”, disse Rodgerson.
Quais foram os resultados da reestruturação?
A Azul conseguiu uma redução de R$ 1,1 bilhão em dívidas de empréstimos e financiamentos, além de compromissos de leasing de aeronaves significativamente reduzidos. A companhia rejeitou arrendamentos de quase 20 ATR 72-600 e de alguns Airbus A330neos. A redução nas obrigações de aluguel de aeronaves foi de aproximadamente um terço.
Qual o impacto dos investimentos de outras companhias?
A Azul está avançando com até R$ 200 milhões em apoio financeiro, incluindo R$ 100 milhões comprometidos por American Airlines e United Airlines. Rodgerson destacou que a Azul aguarda aprovação das autoridades antitruste brasileiras para o investimento da American, enquanto a United é uma parceira de longa data.
“Eu aposto nas cartas que tenho em mãos porque sinto muito fortemente sobre a rede que construímos, as pessoas que temos e a alavancagem no balanço patrimonial de onde estamos começando. É um lugar empolgante para estar agora.” – John Rodgerson