A CPMI do INSS enfrentou um dia de tensões nesta segunda-feira (23) devido à ausência de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que obteve um habeas corpus no STF tornando sua presença facultativa. De acordo com informações da Agência Brasil, a decisão gerou revolta entre os parlamentares, que esperavam seu depoimento em Brasília.
Por que a ausência de Vorcaro gerou revolta?
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, criticou a decisão do ministro André Mendonça, afirmando que a medida atrasa os trabalhos da comissão.
“Nós temos um entendimento completamente diferente entre a CPMI, o Parlamento e o Supremo Tribunal Federal. Vorcaro, no inquérito da Polícia Federal, é tratado como investigado. No nosso caso, ele é testemunha, porque o nosso relatório ainda não está pronto para que se possa pedir o indiciamento. Portanto, a meu ver, mais uma vez, a decisão do Supremo Tribunal Federal interfere, prejudica e atrasa as nossas investigações.”
Qual foi a reação dos parlamentares?
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, também expressou sua insatisfação com a ausência de Vorcaro, rejeitando qualquer tratamento privilegiado ao banqueiro.
“Eu sou contra depoimento marmita a gosto do freguês. Local de depoimento é na CPMI. Eu não fiz nenhuma tratativa com Vorcaro e acho fundamental nós não termos justiça de investigado VIP e investigado que não é VIP. Vorcaro deveria estar aqui prestando contas ao Brasil.”
Quais foram os desdobramentos do depoimento de Ingrid Morais Santos?
Durante a sessão, a empresária Ingrid Morais Santos passou mal após ser questionada sobre operações financeiras atípicas. Amparada por uma decisão do ministro Cristiano Zanin, ela optou por permanecer em silêncio na maioria das perguntas.
“Eu não vou conseguir trazer as mesmas informações porque eu não entendo nada do caso, do que ele fez, do que ele deixou de fazer. Por mais que eu estava presente, as mesmas informações eu não consigo.”
Após a breve participação, Ingrid foi encaminhada para avaliação médica.
Fonte original: Agência Brasil.