Um ataque cirúrgico, resultado de décadas de planejamento, culminou na morte do aiatolá Ali Khamenei e de dezenas de membros do governo iraniano. A operação, que envolveu os Estados Unidos e Israel, exigiu meses de preparação minuciosa e uma mudança de estratégia de última hora. Os bombardeios, que duraram apenas 60 segundos, representaram um golpe significativo na liderança do Irã.
De acordo com informações do G1, os serviços secretos israelenses dedicaram anos à coleta de informações detalhadas, com o apoio das agências de inteligência americanas nos últimos seis meses. Os bombardeios simultâneos resultaram na morte de Khamenei, sete membros da cúpula de segurança iraniana, vários parentes do aiatolá e pelo menos 40 outros chefes militares iranianos. A localização exata do líder supremo foi obtida pelos Estados Unidos e compartilhada com Israel, acelerando o cronograma do ataque.
Ao contrário de outros alvos, Khamenei não vivia em esconderijos. Sua residência oficial, localizada na Rua Pasteur, no centro de Teerã, era um local conhecido. Israel havia hackeado câmeras de trânsito na região e combinado as imagens com informações dos guarda-costas e motoristas do governo. A inteligência americana possuía uma vantagem ainda maior: um espião que teve acesso aos planos de uma reunião de segurança nos escritórios do aiatolá.
## Como a inteligência artificial foi utilizada na operação?
Segundo o “Wall Street Journal”, os Estados Unidos utilizaram o modelo de inteligência artificial da empresa Anthropic na seleção de alvos e na simulação de batalha. No entanto, na sexta-feira (27), o então presidente Trump ordenou que todas as agências federais interrompessem o uso da tecnologia da Anthropic, alegando que ela é “administrada por pessoas que não têm ideia do que é o mundo real”.
A crise teve início após a Anthropic reclamar que o sistema Claude foi utilizado na operação que capturou Nicolás Maduro. A empresa declarou que não deseja que sua inteligência artificial seja empregada na vigilância de pessoas para fins violentos ou para desenvolver armas.
## Qual foi a estratégia utilizada no ataque?
A operação teve início com a decolagem de caças de Israel às 6h, horário local (7h30 em Teerã). O ataque, que exigiu poucos aviões equipados com mísseis de longo alcance e alta precisão, foi executado duas horas e cinco minutos após a decolagem, quando os mísseis atingiram o complexo. Mark Cancian, consultor em segurança internacional, ressaltou a importância da combinação das duas inteligências para o sucesso da operação:
Pode ser que o agente estivesse no escritório de algum outro funcionário e tenha notado que ele iria a uma reunião com o líder supremo. Acho que é uma combinação de observação passiva das entradas e saídas, mas também de alguém infiltrado.
## Quais as consequências do ataque?
Antes do ataque, Israel já vinha realizando assassinatos de chefes de grupos terroristas e cientistas nucleares dentro do Irã. Em 2025, após ataques americanos, Khamenei passou semanas escondido em diferentes bunkers. Desta vez, ele foi o primeiro alvo. O campo de batalha contemporâneo é definido tanto por dados e acesso quanto por tanques e porta-aviões. Em um instante, a cúpula do regime iraniano foi dizimada.
- Reação do Irã: A Guarda Revolucionária do Irã declarou que os inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”.
- Impacto Internacional: O conflito no Oriente Médio tem gerado preocupação global, com relatos de brasileiros sobre insegurança após os ataques.
- Opinião Pública: Uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou que apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã.
