O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, que o governo de Israel está proibido de realizar novos bombardeios contra o Líbano. A medida tem como objetivo conter o aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente no contexto envolvendo o Irã.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump enfatizou a decisão ao afirmar que os Estados Unidos lidarão com o grupo extremista Hezbollah separadamente. Desde o início de março, os ataques de Israel ao Líbano têm como alvo o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, responsável por ataques no norte de Israel. Esta decisão de proibição vem acompanhada de uma estratégia mais ampla dos EUA para a região. “Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos EUA. Chega!”, publicou Trump.
O que motivou a proibição das forças israelenses?
De acordo com informações do Brasil 247, a decisão de Trump está ligada a um movimento estratégico do Irã, que recentemente reabriu o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima. Essa reabertura é vista como um gesto na tentativa de diminuir as hostilidades. Além disso, segundo o Poder360, os EUA pretendem lidar diretamente com o Hezbollah, indicando que o Líbano será tratado de outra maneira nas negociações.
Trump também afirmou que não haverá troca monetária direta e que o acordo não vincula diretamente o Líbano. Ele destacou a cooperação com várias nações na mediação das tensões, incluindo a ajuda de Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos. Trump mandou agradecimentos particularmente ao Paquistão por seu papel na intermediação do acordo com Teerã.
Qual é o papel do Hezbollah na crise?
O Hezbollah é um grupo militante apoiado pelo Irã, considerado uma ameaça significativa por Israel, devido aos seus constantes ataques na região. A posição dos EUA de tratar a questão do Hezbollah separadamente visa reduzir os ataques diretos ao Líbano e isolar o grupo militarmente. Esta abordagem reflete um esforço concentrado em separar as ações militares de um envolvimento generalizado com o Líbano como nação.
“Os EUA ficarão com toda a ‘poeira’ nuclear gerada pelos nossos magníficos bombardeiros B-2. Não haverá qualquer troca de dinheiro, de nenhuma forma.”
Trump também reiterou que além da proibição, os esforços dos EUA estão focados em “tornar o Líbano grande novamente”, indicando um potencial apoio à infraestrutura e estabilidade do país como parte de uma estratégia mais ampla de influência no Oriente Médio.