O Estado do Pará registrou um crescimento de 42,5% nas apreensões de entorpecentes durante o primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento estatístico aponta que o trabalho conjunto entre as forças de segurança resultou na retirada de circulação de 2,1 toneladas de materiais ilícitos, como cocaína e maconha, entre os meses de janeiro e março.
De acordo com informações da Agência Pará, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) atribui o desempenho ao fortalecimento das estratégias de inteligência e à modernização dos equipamentos utilizados pelos agentes. Em números absolutos, as apreensões saltaram de 1,5 tonelada no primeiro trimestre de 2025 para o volume atual, superando a marca de duas toneladas em apenas 90 dias.
Qual o balanço das apreensões de entorpecentes em 2026?
A análise histórica dos dados fornecidos pela Segup demonstra uma trajetória ascendente no combate ao tráfico. Enquanto em 2024 o acumulado anual foi de 13,3 toneladas de drogas apreendidas, o ano de 2025 encerrou com um total de 16,8 toneladas, representando um incremento superior a 25%. O titular da pasta, Ed-Lin Anselmo, destacou que a intensificação das operações ostensivas e o apoio tecnológico foram fundamentais para os índices atuais.
“Mais policiais nas ruas, investimento em equipamentos e inteligência, além do apoio da população, fazem com que possamos ter um excelente resultado”, pontuou o secretário Ed-Lin Anselmo ao comentar a integração das polícias no território paraense.
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Como ocorreu a grande apreensão em Goianésia do Pará?
Um dos episódios mais expressivos deste semestre ocorreu no dia seis de abril, quando uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Pará e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou um carregamento na rodovia PA-150. A ação aconteceu no município de Goianésia do Pará, localizado na região sudeste do estado. Na ocasião, as equipes localizaram mais de uma tonelada de substâncias entorpecentes ocultas em um caminhão de carga.
O veículo era oriundo do estado do Mato Grosso e tinha como objetivo distribuir o material em solo paraense. O motorista envolvido na ocorrência foi detido em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis. Este caso reforça a importância do monitoramento das rotas terrestres que conectam o Pará a outras regiões produtoras ou de trânsito de drogas.
Quais foram as estratégias adotadas nas rotas hidroviárias?
Além das rodovias, o governo estadual direcionou esforços para a fiscalização de rios e furos por meio das Bases Fluviais Integradas. Três unidades estratégicas operam atualmente para coibir a criminalidade nas águas paraenses: a Base Antônio Lemos, no Marajó; a Base Candiru, no Baixo Amazonas; e a unidade do Baixo Tocantins, em Abaetetuba. Juntas, essas estruturas já retiraram toneladas de drogas de circulação nos últimos anos.
A unidade Antônio Lemos isoladamente acumula um histórico de 4,6 toneladas apreendidas desde sua inauguração em 2022. O cerco montado pela Segup visa inviabilizar os corredores logísticos utilizados por organizações criminosas. Segundo as autoridades, o foco é garantir a presença do Estado em áreas remotas onde o fluxo de embarcações é intenso e difícil de monitorar sem bases fixas de apoio.
Quais investimentos garantiram a modernização da segurança?
A reestruturação da segurança pública no Pará envolveu a entrega de novos prédios, como as Seccionais da Sacramenta e da Ilha de Cotijuba, além de um robusto investimento em mobilidade e tecnologia. O Grupamento Fluvial (GFLU) passou a contar com uma lancha blindada, enquanto o Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) recebeu novas aeronaves para monitoramento.
Entre os equipamentos entregues nos últimos oito anos para as forças policiais, destacam-se:
- Mais de 11,1 mil armas de fogo de diversos calibres;
- Cerca de 3,4 mil dispositivos elétricos incapacitantes (tasers);
- Mais de 15,7 mil coletes balísticos para proteção individual;
- Aproximadamente 140 novas viaturas operacionais;
- Scanners 3D, drones e equipamentos de biometria avançada.
O avanço tecnológico também incluiu a instalação de totens de segurança e câmeras de videomonitoramento integradas em diversos municípios. De acordo com o secretário Ed-Lin Anselmo, a transformação do cenário crítico observado em 2018 para o controle atual é fruto de uma política sólida de preservação de vidas e enfrentamento direto ao crime organizado.