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Agibot quer ampliar produção de robôs humanoides para dezenas de milhares

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A Agibot Innovation Technology, startup chinesa de robótica, afirmou que pretende ampliar de forma agressiva sua produção de robôs humanoides ainda neste ano, em meio à disputa por aplicações em fábricas, lojas e escritórios. O plano foi apresentado pelo presidente da empresa, Edward Deng, durante uma conferência em Xangai, na sexta-feira. De acordo com informações do Valor Empresas, a meta é atingir uma produção na casa das dezenas de milhares de unidades, enquanto a companhia também busca avançar em novos mercados e ampliar receitas.

Segundo Deng, a empresa já produziu 10 mil robôs desde sua fundação, há cerca de três anos. Na mesma conferência, a Agibot anunciou uma nova linha de robôs humanoides, incluindo o modelo A3, descrito pela empresa como tendo 173 centímetros de altura, 55 quilos e bateria com duração de dez horas. No site da companhia na China, o preço listado do equipamento é de 372.200 yuans, incluindo um depósito de 10 mil yuans.

O que a Agibot anunciou sobre produção e vendas?

O presidente da empresa disse que, caso um cliente faça um pedido agora, a produção começará no terceiro trimestre. A declaração sinaliza uma tentativa de acelerar a entrega em um mercado que ainda está em fase inicial, mas atrai atenção crescente da indústria e de investidores.

A companhia também indicou interesse em expansão internacional. A conferência em Xangai reuniu representantes de empresas de robótica da Ásia, Europa e Oriente Médio, que, segundo o texto original, irão licenciar os produtos da Agibot em seus respectivos países.

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  • Meta de produção em dezenas de milhares de unidades neste ano
  • 10 mil robôs produzidos desde a fundação da empresa
  • Início de produção de novos pedidos previsto para o terceiro trimestre
  • Expansão internacional por meio de licenciamento

Quais são as metas financeiras e os produtos destacados?

Deng afirmou que a receita acumulada da Agibot já superou 1 bilhão de yuans. A meta da empresa, segundo ele, é alcançar 10 bilhões de yuans em receita antes do quinto aniversário e 100 bilhões de yuans antes de completar oito anos. As projeções mostram uma aposta em adoção acelerada por fabricantes, varejistas e até residências, embora o setor ainda enfrente limitações técnicas e comerciais.

Entre os produtos apresentados, o A3 foi um dos destaques. A empresa também mostrou vídeos demonstrativos do modelo X2, menor e mais leve, em ambientes de varejo. Em uma das cenas citadas no texto original, o robô interage com uma cliente em uma loja.

"OK, vou te levar ao provador", disse o robô a uma mãe que perguntou se poderia experimentar uma peça de roupa.

Como o mercado vê o avanço dos robôs humanoides?

A Agibot usou a conferência para reforçar o potencial de uso desses equipamentos em diferentes ambientes. Deng mencionou colaborações com empresas, entre elas a Intel, que teria utilizado robôs da companhia para movimentar bandejas de chips, segundo a própria Agibot. A proposta por trás dessas aplicações é reduzir custos de trabalho e suprir falta de mão de obra em determinadas atividades.

Apesar desse discurso, o próprio cenário descrito no texto mostra um mercado ainda em consolidação. Atualmente, muitos robôs humanoides ainda dependem de controle remoto por humanos. Embora esses equipamentos tenham ganhado espaço em feiras comerciais na China e visibilidade na televisão estatal, a adoção em larga escala no mundo real ainda é limitada.

As projeções para o setor também variam. Em uma conferência realizada em janeiro, a analista Phyllis Wang, do UBS, estimou que as remessas globais de robôs humanoides devem chegar a cerca de 30 mil unidades neste ano, ante 10 mil no ano passado. Ela avaliou que um avanço comparável ao ritmo de adoção dos veículos elétricos na China não deve ocorrer nos próximos cinco anos, apontando como principal desafio o desenvolvimento de um modelo de inteligência artificial capaz de permitir multitarefas autônomas em ambientes domésticos.

Quem está por trás da Agibot e qual é o contexto concorrencial?

O diretor de tecnologia da Agibot, Peng Zhihui, demonstrou otimismo em relação aos avanços dos modelos de grande porte de inteligência artificial. Segundo ele, esses sistemas deixaram de ser algoritmos isolados e passaram a formar um ecossistema de código aberto, o que estaria acelerando a evolução da tecnologia robótica da companhia.

Deng e Peng trabalharam anteriormente na Huawei antes de cofundarem a Agibot. A empresa tem apoio de investidores como o fundo Hillhouse, além de grupos de tecnologia como Tencent e JD.com e da montadora de veículos elétricos BYD. Deng não informou quando a empresa poderá abrir capital, mas disse que a companhia levou apenas dois anos para atingir uma avaliação de 100 bilhões de yuans. No mesmo mercado, a concorrente Unitree Robotics protocolou no mês passado seu prospecto inicial para uma oferta pública inicial na Bolsa de Valores de Xangai, com plano de captar 4,2 bilhões de yuans para pesquisa, desenvolvimento e capacidade de produção.

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