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Adepará realiza mutirão de cadastramento para apicultores no Nordeste paraense

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A **Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará)** deu início nesta semana a um mutirão de cadastro voltado para **apicultores** e **meliponicultores** em quatro municípios da região Nordeste do estado. A iniciativa, conduzida por equipes da **Gerência de Rastreabilidade e Cadastro Agropecuário (GRCA)**, busca fortalecer o **Programa Estadual de Saúde das Abelhas** por meio da coleta de dados e realização de reuniões técnicas em **Santarém Novo**, **São João de Pirabas**, **Primavera** e **Quatipuru**. O objetivo central da ação é mapear a produção local e garantir a vigilância sanitária contra pragas que podem ameaçar as colmeias.

De acordo com informações da Agência Pará, as atividades contemplam tanto criadores de abelhas com ferrão quanto produtores de abelhas sem ferrão na Regional de Capanema. A força-tarefa faz parte de um esforço contínuo para assegurar a sanidade das criações, integrando um polo estratégico de produção melífera que abrange 15 municípios da região.

Qual a importância do cadastro para os produtores de mel?

O cadastro agropecuário funciona como uma ferramenta estratégica para a defesa sanitária do estado. Segundo o técnico Rômulo Albuquerque, da Gerência de Rastreabilidade, estar registrado é indispensável para proteger o plantel paraense contra enfermidades. Ele destaca que a medida permite o planejamento de ações de prevenção, controle e erradicação de doenças que poderiam dizimar apiários inteiros em curto espaço de tempo. Além disso, a regularização facilita o acesso do produtor ao suporte técnico oficial.

Estar cadastrado na Adepará é estratégia indispensável para proteger o plantel paraense contra pragas e doenças que podem dizimar apiários inteiros.

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A flexibilidade em relação ao uso da terra também foi um ponto detalhado durante as orientações. Criadores que operam em propriedades de terceiros podem apresentar uma autorização formal para atuar, permitindo que a documentação fundiária seja tratada separadamente da autorização para a exploração da atividade. Essa medida visa desburocratizar o processo para os pequenos produtores que buscam formalizar sua produção junto ao órgão de defesa estadual.

Como funciona a vigilância sanitária nas colmeias paraenses?

A saúde das colmeias é monitorada por meio de palestras técnicas e do uso de plataformas de controle nacional. O médico veterinário Gerlan Alvarenga orientou os produtores regionais sobre a identificação de doenças de notificação obrigatória. O foco da capacitação é permitir que o homem do campo saiba reconhecer sinais clínicos anormais e utilize o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (Sisbravet) para informar as autoridades.

  • Identificação de doenças bacterianas que impactam o desenvolvimento das colmeias;
  • Monitoramento de pragas que prejudicam a produtividade e a qualidade do mel;
  • Avaliação dos riscos ambientais e do impacto do uso de agrotóxicos;
  • Notificação imediata ao serviço veterinário oficial em caso de suspeitas.

O agente fiscal agropecuário Hamilton Carvalho reforçou que o processo de cadastramento é dinâmico e permanente. Após a mobilização inicial nos municípios, a agência mantém um contato constante com os produtores, realizando visitas periódicas para georreferenciamento e vigilância ativa, garantindo a qualidade da defesa agropecuária em todo o território paraense.

Quais são os benefícios práticos para o pequeno criador local?

Para produtores como Everton Melo, que mantém uma criação em propriedade familiar, o mutirão representa uma oportunidade de expansão segura. Com uma produção que atingiu 50 quilos de mel no último ano, ele planeja aumentar o número de colmeias e focar também na venda de enxames. Mesmo diante de desafios climáticos sazonais, o acompanhamento técnico da Adepará oferece a segurança necessária para novos investimentos na atividade.

Acredito que, agora, a produção vai ser maior. Vou focar na produção de mel e de enxames para venda.

Ao descentralizar o atendimento e realizar o cadastramento in loco, a Adepará facilita o acesso aos serviços públicos e garante que o setor produtivo esteja alinhado às normas de segurança biológica. O fortalecimento dessa cadeia produtiva no Nordeste do Pará depende diretamente do equilíbrio entre o manejo adequado e a vigilância rigorosa contra patógenos que afetam a biodiversidade e a economia rural.

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