O avanço da inteligência artificial tem sobrecarregado a infraestrutura de energia no Brasil, segundo dados atuais. A infraestrutura, concebida para um passado com diferentes necessidades de consumo, já não atende às exigências crescentes, principalmente com a expansão de data centers e novas cargas de processamento intensivo. De acordo com informações da EcoDebate, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta um aumento de 3,3% ao ano no consumo de eletricidade até 2035. Este aumento é impulsionado fortemente pela digitalização e o crescimento da tecnologia de IA.
A relevância da Agência Internacional de Energia (IEA) destaca-se ao informar que uma GPU moderna pode consumir em um dia o equivalente ao consumo elétrico de uma residência com quatro pessoas. Esse aumento de demanda não é mais uma questão teórica, tornando-se um risco direto para os negócios à medida que milhares dessas unidades operam simultaneamente.
Como a IA afeta a infraestrutura energética?
O avanço da infraestrutura de IA provoca tensões econômicas e ambientais. Projetos estão sendo adiados à medida que governos se esforçam para equilibrar a expansão de data centers com o fornecimento contínuo de eletricidade para residências e empresas. A disputa por energia entre o processamento corporativo e o consumo residencial impacta custos e estabilidade do sistema.
Alguns países, como o Japão, exploram formas de minimizar esses problemas utilizando energia renovável. No Japão, a Toyota Tsusho e a Eurus Energy desenvolvem um data center em Hokkaido, alimentado exclusivamente por energia eólica. Contudo, transferir tecnologias antigas e intensivas em consumo para essas fontes não resolve completamente a ineficiência presente.
Quais as propostas para enfrentar a sobrecarga de energia?
Governos precisam rever métricas de consumo de energia, responsabilizando melhor as organizações. O indicador “terabytes por watt” (TB/W) é proposto como uma métrica mais adequada para avaliar a eficiência de armazenamento.
Além disso, modernizar a infraestrutura e adotar um consumo flexível de tecnologia moderna pode mitigar os impactos. As empresas devem ajustar seus investimentos de TI, priorizando capacidade tecnológica, eficiência energética e impacto econômico, contribuindo assim para o crescimento sustentável.