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xAI é processada por NAACP sob acusação de violar lei federal do ar limpo

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A NAACP, maior organização de direitos civis dos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial nesta terça-feira (14) contra a xAI e sua subsidiária MZX Tech, sob acusação de operar ilegalmente 27 turbinas movidas a gás no Estado do Mississippi para abastecer o centro de dados Colossus 2, ligado ao chatbot Grok. Segundo a entidade, a operação ocorreu antes da obtenção das licenças necessárias e teria colocado em risco a saúde de moradores da região. De acordo com informações do Valor Empresas, o processo foi apresentado com representação da Earthjustice e do Southern Environmental Law Center.

A ação sustenta que as empresas violaram a Lei Federal do Ar Limpo ao colocar em funcionamento as turbinas antes da emissão das autorizações exigidas para o grande centro de dados em Southaven, no Mississippi. O empreendimento integra a infraestrutura usada pela startup de inteligência artificial de Elon Musk para operar o Grok.

O que motivou o processo contra a xAI?

De acordo com a NAACP, a operação das turbinas a gás sem licença prévia representa uma infração à legislação ambiental federal e amplia a exposição de comunidades locais a poluentes atmosféricos. O centro de dados Colossus 2, assim como o Colossus 1, instalado próximo à divisa com Memphis, no Tennessee, já vinha enfrentando resistência de moradores por causa de preocupações com a qualidade do ar e os impactos ambientais.

No processo, a entidade afirma que o caso segue um padrão de imposição de riscos ambientais a comunidades negras e populações na linha de frente dos efeitos da poluição. A diretora do Centro de Justiça Ambiental e Climática da NAACP, Abre’ Conner, criticou a conduta atribuída às empresas.

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“Ao buscar evadir as leis de ar limpo para operar turbinas sujas que emitem poluição e carcinógenos conhecidos, essas empresas estão seguindo um padrão vergonhoso e familiar: pedir que comunidades negras e da linha de frente suportem o ônus tóxico da ‘inovação’”.

Quais são as alegações sobre os impactos ambientais?

A Earthjustice afirmou que a usina de energia da xAI em Southaven tem potencial para emitir mais de 1.700 toneladas anuais de óxidos de nitrogênio, apontados como uma importante fonte de poluição atmosférica na área metropolitana de Memphis. A entidade também estimou emissões de 180 toneladas de material particulado fino, 500 toneladas de monóxido de carbono e 19 toneladas de formaldeído.

Esses números foram apresentados pelos autores da ação como parte da argumentação sobre o possível risco à saúde dos residentes locais e sobre o impacto mais amplo da operação das turbinas. O texto original informa que o formaldeído é classificado como substância cancerígena.

  • 27 turbinas movidas a gás estão no centro da disputa;
  • a ação cita suposta operação antes da concessão de licenças;
  • o centro de dados fica em Southaven, no Mississippi;
  • moradores e comunidades locais relatam preocupação com a qualidade do ar.

O que ocorreu antes do ajuizamento da ação?

A NAACP anunciou em fevereiro sua intenção de processar a xAI e a MZX Tech. Segundo o texto, a Lei do Ar Limpo exige aviso prévio de 60 dias antes do ajuizamento de uma ação desse tipo. Ainda em fevereiro, reguladores do Mississippi realizaram uma audiência pública sobre as licenças das turbinas, com poucos dias de aviso público, e depois aprovaram as autorizações.

O artigo também informa que a xAI não estava imediatamente disponível para comentar o caso. O centro de dados em Southaven foi construído com investimento superior a US$ 20 bilhões, segundo o texto, e recebeu apoio do governador do Mississippi, Tate Reeves.

Com o processo, a disputa em torno da expansão da infraestrutura de inteligência artificial da empresa passa a incorporar de forma mais direta o debate sobre licenciamento ambiental, emissões atmosféricas e os efeitos da instalação sobre comunidades vizinhas no sul dos Estados Unidos.

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