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Venda de carros populares sobe 32,9% em 2025 com programa Carro Sustentável

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As vendas de carros de entrada no Brasil cresceram 32,9% nos dez meses do programa Carro Sustentável, lançado pelo Governo do Brasil em julho de 2025, segundo dados citados da Fenabrave. O resultado foi destacado no sábado, 18 de abril, pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, durante visita a concessionárias em Valparaíso, em Goiás. A iniciativa integra o programa Mobilidade Verde e Inovação, o MOVER, e reduz a zero o IPI de carros de entrada flex fabricados no país, com 80% de reciclabilidade e baixa emissão de CO2. De acordo com informações da Revista Fórum, o governo atribui o avanço à política de estímulo para veículos mais acessíveis e com menor impacto ambiental.

Na visita, Alckmin afirmou que seis montadoras já se adequaram às regras e estão habilitadas no programa. Segundo ele, a redução do imposto ajudou a baratear os veículos e a ampliar os descontos oferecidos por concessionárias e fabricantes. Em duas lojas visitadas em Valparaíso, de acordo com o relato apresentado, houve aumento de 31% e 50% nas vendas desse tipo de automóvel desde a implementação da medida.

O que é o programa Carro Sustentável?

O Carro Sustentável faz parte do MOVER e prevê alíquota zero de IPI para veículos de entrada que atendam a critérios específicos. Entre as exigências mencionadas estão a fabricação no Brasil, motorização flex, 80% de reciclabilidade e baixa emissão de carbono. A proposta, segundo o governo, combina estímulo industrial, ampliação de acesso ao automóvel de menor custo e incentivo a modelos com menor impacto ambiental.

“Com IPI zero, sem imposto, seis montadoras se adequaram e estão habilitadas, com carros mais baratos, descontos nas concessionárias e nas montadoras. Com isso, a indústria produz mais, o comércio vende mais, só concessionárias são mais de 8 mil no Brasil. De outro lado, tem a importância social, nós não estamos zerando imposto para carros de 200 mil reais, estamos zerando para o carro de entrada; e ambiental, carro que polui menos e com alta reciclabilidade”, explicou.

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O recorte apresentado pelo governo enfatiza os veículos de entrada, e não modelos de maior valor. A defesa oficial é que a medida concentra a renúncia tributária em uma faixa mais popular do mercado, ao mesmo tempo em que exige requisitos industriais e ambientais para habilitação.

Quais critérios e resultados foram citados pelo governo?

Entre os principais pontos mencionados na divulgação estão:

  • IPI zero para carros de entrada flex fabricados no Brasil;
  • exigência de 80% de reciclabilidade;
  • baixa emissão de CO2 como condição para enquadramento;
  • crescimento de 32,9% nas vendas em dez meses, segundo dados citados da Fenabrave;
  • adesão de seis montadoras ao programa, de acordo com Alckmin.

Além do desempenho do setor automotivo, Alckmin também relacionou a política industrial a outras ações anunciadas pelo governo federal para empresas afetadas por fatores externos. Na conversa com jornalistas, ele citou a liberação de mais R$ 15 bilhões pelo programa Brasil Soberano para companhias impactadas pelo tarifaço promovido pelo governo dos Estados Unidos e por dificuldades nas exportações para a região do conflito no estreito de Ormuz.

“Há três dias, com o presidente Lula, lançamos mais R$ 15 bilhões do Brasil Soberano para quem foi afetado nas exportações na época do tarifaço norte-americano e quem é afetado na exportação para a região do conflito no estreito de Ormuz. A indústria automotiva e de autopeças está incluída. Estamos falando de R$ 15 bilhões em créditos com juros de pouco mais de 1% para investimentos, capital, máquinas e exportações”, disse Alckmin.

Como a agenda internacional foi relacionada ao setor automotivo?

O presidente em exercício também mencionou a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, com passagem pela Espanha e agenda prevista na Alemanha e em Portugal. Segundo Alckmin, esses países tiveram papel importante no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, citado por ele como uma oportunidade para ampliar investimentos e exportações brasileiras.

Na avaliação apresentada pelo governo, o acordo pode abrir espaço para maior integração produtiva e facilitar o comércio de bens brasileiros no mercado europeu. Alckmin afirmou que a entrada em vigência provisória do acordo está prevista para primeiro de maio e destacou o potencial de redução tarifária sobre milhares de produtos, além da relevância da União Europeia como compradora de itens brasileiros.

“Esses três países foram fundamentais para o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que no próximo dia 1º de maio entra em vigência provisória. É o maior acordo entre blocos do mundo, estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado, 720 milhões de pessoas, isso é uma oportunidade impressionante para o Brasil atrair mais investimento europeu, vender mais para a União Europeia, fazer integração produtiva. Vamos ter perto de 5 mil bens com imposto zerado para a União Europeia. Eles já são o segundo maior comprador de produtos brasileiros”, afirmou.

Com base nas informações divulgadas, o crescimento nas vendas de carros populares foi apresentado pelo governo como um dos efeitos da política de incentivo tributário voltada ao segmento de entrada. Os dados e declarações, no entanto, foram expostos no contexto de uma agenda oficial, com ênfase nos resultados defendidos pela administração federal.

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