O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 31 de março de 2026, na Casa Branca, que os EUA deixarão o Irã “muito em breve”. Segundo ele, essa saída poderá ocorrer dentro de duas a três semanas, em meio aos desdobramentos da guerra envolvendo forças norte-americanas, Israel e Teerã. De acordo com informações do G1 Mundo, a declaração foi dada a repórteres e se soma a outras promessas recentes de encerramento do conflito.
Na mesma fala, Trump disse que Teerã não precisa assinar um acordo para que os Estados Unidos terminem a guerra. O presidente republicano já havia indicado em outras ocasiões que o confronto estaria perto do fim desde os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, quando também afirmou que as defesas iranianas haviam sido destruídas.
O que Trump disse sobre a saída dos EUA do Irã?
Ao comentar o tema, Trump declarou que a retirada ocorrerá “muito em breve” e mencionou um prazo de duas a três semanas. A fala reforça a tentativa do governo de sinalizar um encerramento do envolvimento militar norte-americano no conflito, ainda que o cenário regional siga marcado por tensão e incerteza.
“Sairemos muito em breve”
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O presidente também afirmou que “Teerã não precisa assinar um acordo para que os EUA terminem esta guerra”. A declaração indica que, segundo sua avaliação, a saída norte-americana não dependeria necessariamente de um acerto formal com o governo iraniano.
Como a guerra e o Estreito de Ormuz entram nessa decisão?
Mais cedo, ainda na terça-feira, Trump voltou a criticar países europeus por não participarem da guerra contra o Irã nem do patrulhamento ao Estreito de Ormuz. Ele disse que esses países deveriam “ir buscar seu próprio combustível” na região, rota estratégica por onde passam embarcações que transportam cerca de um quinto do petróleo utilizado no mundo.
Trump também renovou ameaças de abandonar militarmente aliados europeus, “principalmente o Reino Unido”, e afirmou que o governo britânico teria de lutar sozinho em Ormuz, embora o Reino Unido não tenha entrado na guerra. Além disso, sugeriu que países europeus passem a comprar petróleo dos Estados Unidos.
- Trump tem pedido que países europeus enviem navios militares para patrulhar o Estreito de Ormuz.
- Segundo o texto original, os europeus negaram esse pedido.
- O Irã vem atacando embarcações petroleiras em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel.
Por que o fechamento de Ormuz preocupa Washington?
Na segunda-feira, 30 de março, reportagem do jornal The Wall Street Journal, citada pelo texto de origem, afirmou com base em fontes do governo norte-americano que Trump disse a assessores estar disposto a encerrar a guerra mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. A avaliação interna, segundo a publicação, é que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado setores ao redor do mundo. Para o Brasil, oscilações no preço internacional do barril costumam ser acompanhadas com atenção por causa dos reflexos sobre combustíveis, fretes e inflação. Ainda conforme o texto original, os impactos sobre o comércio exterior podem influenciar a inflação nos Estados Unidos em um ano politicamente sensível para o governo Trump, com eleições para a Câmara e o Senado previstas para novembro.
As declarações de Trump, portanto, combinam promessa de retirada militar, pressão sobre aliados europeus e preocupação com os efeitos econômicos de uma guerra prolongada. Embora o presidente volte a falar em um prazo curto para a saída dos EUA, o contexto descrito na própria reportagem mostra que a situação segue ligada à segurança no Estreito de Ormuz e às consequências globais sobre energia e comércio. Para o mercado brasileiro, a importância do estreito também está no fato de que turbulências na rota podem mexer com o preço internacional do petróleo, referência relevante para a cadeia de energia e transportes.
