A Flotilha Global Sumud afirmou que não encontrou evidências de assédio contra o ativista brasileiro Thiago Ávila após uma investigação interna aberta, segundo a própria organização, a pedido dele no dia 12. O caso veio a público após uma ex-integrante da flotilha fazer acusações que foram publicadas pelo jornal americano New York Post. De acordo com informações do DCM, a flotilha disse ter ouvido pessoas apontadas no caso e declarou que não houve relato de conduta sexual inapropriada.
Segundo o texto reproduzido pela reportagem, a denúncia inicial foi associada ao grupo palestino Heart of Falastin, que acusou Thiago Ávila de manter relações sexuais com diversas pessoas durante uma viagem. O New York Post, ainda de acordo com a matéria, informou que três voluntárias da flotilha denunciaram casos de assédio durante uma missão. A publicação citada também menciona que a postagem do grupo palestino foi posteriormente excluída das redes sociais.
O que a Flotilha Global Sumud afirmou sobre as acusações?
Em nota, a organização declarou que um comitê de ética independente conduziu entrevistas com três mulheres supostamente apontadas como vítimas, além de outras pessoas envolvidas. A flotilha sustentou que as três negaram a ocorrência de qualquer conduta sexual inapropriada e que não foram encontradas provas que sustentassem as acusações em circulação.
“O Comitê de Ética Independente conduziu entrevistas com três mulheres que foram supostamente apontadas como vítimas, além de outros indivíduos envolvidos. Todas as três mulheres negaram que qualquer conduta sexual inapropriada ocorreu, e nenhuma prova que corrobore com as alegações foi encontrada para sustentar as acusações que estão correntemente em circulação”, afirmou o grupo em nota.
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A organização também declarou que a investigação não encontrou elementos que corroborassem as alegações e afirmou que os depoimentos colhidos foram unânimes ao negar irregularidades. Na mesma manifestação, a flotilha disse que pessoas mal-intencionadas estariam usando a acusação para causar danos aos envolvidos.
“A investigação não encontrou nenhuma evidência que corroborem as falsas alegações que estão circulando, ouvindo as pessoas que foram relacionadas e concluíram que não houveram quaisquer condutas sexuais ou inapropriadas. Todas as pessoas foram unânimes em dizer que as alegações são falsas”, prosseguiu.
Como a apuração interna foi apresentada pela organização?
De acordo com a nota citada na reportagem, a Flotilha Global Sumud afirmou que o conselho responsável pela análise é formado por profissionais do direito sem relação com o grupo. A organização declarou ainda que a apuração foi concluída e que, na avaliação do comitê de ética, o caso está encerrado.
Os principais pontos apresentados pela flotilha, conforme o texto original, foram os seguintes:
- Thiago Ávila teria solicitado a abertura da investigação no dia 12;
- três mulheres supostamente citadas como vítimas foram entrevistadas;
- a organização afirmou que elas negaram conduta sexual inapropriada;
- o grupo declarou não ter encontrado provas que sustentassem as acusações;
- o comitê de ética considerou o caso encerrado.
Qual é o contexto da denúncia publicada na imprensa?
A reportagem informa que a denúncia foi publicada pelo New York Post e que a acusação inicial partiu de uma ex-integrante da flotilha. O texto também atribui ao grupo Heart of Falastin uma publicação em que Thiago Ávila era acusado de ter relações sexuais com diferentes pessoas durante a viagem. Não há, no material fornecido, detalhes adicionais sobre a missão citada, nem sobre eventual resposta do ativista às acusações além da informação de que ele também se pronunciou em seu canal no YouTube.
Como se trata de acusações contestadas pela organização e de uma investigação interna relatada pela própria flotilha, o caso permanece descrito, no material original, a partir das versões apresentadas pelas partes mencionadas na reportagem. O texto disponível não traz manifestação independente de autoridades públicas nem informação sobre investigação policial ou judicial relacionada ao episódio.