O Radar de Abertura Sintética (SAR) está transformando o monitoramento de infraestruturas críticas ao detectar deslocamentos mínimos e variações estruturais que passam despercebidos em inspeções visuais. De acordo com informações do MundoGEO, o SAR oferece dados precisos, independentemente das condições climáticas, horário ou acesso físico.
Como o SAR contribui para a segurança?
O uso preventivo do SAR permite identificar infiltrações, saturações e deslocamentos acumulados, essenciais para o monitoramento de barragens e encostas instáveis. Em áreas urbanas, a tecnologia mapeia subsidências e monitora zonas de risco próximas a rodovias. Isso apoia o planejamento urbano e a mitigação de riscos, oferecendo uma camada de informação que métodos tradicionais não conseguem entregar.
Qual é a inovação brasileira no uso do SAR?
A Radaz, empresa brasileira, desenvolveu o RD350, um radar de abertura sintética multibanda que pesa apenas cinco quilos. Este equipamento é único no mundo ao combinar três tipos de banda (C, L e P), permitindo monitoramento preciso de barragens e áreas sujeitas a deslizamentos. O RD350 pode ser acoplado a drones, reduzindo custos e ampliando o uso preventivo.
Quais são as aplicações das bandas C, L e P?
As bandas C, L e P atuam em conjunto para uma leitura detalhada da superfície e do subsolo. A banda C é sensível à camada superior da vegetação e do solo, a L ao volume da vegetação e subsolo, e a P penetra na vegetação e solo. Combinadas, permitem identificar dutos, camadas de minério e cursos de rios sob florestas densas.
Qual é o impacto da Radaz no mercado global?
Fundada em 2017, a Radaz tem se destacado no mercado nacional e internacional, com crescimento impulsionado por exportações. A empresa, sediada em São Paulo, está alinhada às melhores práticas de ESG e possui seis pedidos de patente, incluindo um nos Estados Unidos. A Radaz projeta expandir suas tecnologias em setores como mineração, defesa civil e infraestrutura urbana.
Fonte original: MundoGEO