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Técnico Dorival Júnior assume a culpa após derrota do Corinthians no Maracanã

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Cheering crowd at Maracanã Stadium supporting Fluminense FC during an intense football match.
Cheering crowd at Maracanã Stadium supporting Fluminense FC during an intense football match. Foto: Ligia Camargo — Pexels License (livre para uso)

O treinador Dorival Júnior assumiu publicamente a responsabilidade pelo desempenho negativo e pela derrota do Corinthians por três a um diante do Fluminense. O confronto, válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, foi disputado na noite de quarta-feira (1º de abril), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A equipe paulista enfrenta uma crise de resultados que pressiona o trabalho da comissão técnica atual.

De acordo com informações do GE, o comandante corintiano concedeu entrevista coletiva logo após o apito final para explicar a estratégia adotada na capital fluminense. Ele admitiu que a execução tática de seus comandados esteve muito abaixo do esperado, resultando em mais um tropeço na competição nacional.

Como o técnico avaliou a atuação da equipe no Rio de Janeiro?

Para detalhar o revés, o profissional destacou que a equipe até teve um bom início, mas perdeu o controle tático rapidamente. A dificuldade de acompanhar a troca de passes do adversário foi um dos pontos cruciais apontados para a construção do placar adverso. O cenário se agravou com a perda de um jogador em campo, já que o volante Allan foi expulso após fazer um gesto obsceno, desfalcando o time e comprometendo o esquema desenhado.

Cada partida tem uma história. Tínhamos uma ideia, a execução não foi adequada. Iniciamos bem, depois de 15 minutos nos perdemos e sofremos dois gols. Fica difícil tirar a diferença, no retorno perdemos um jogador. Tendo um adversário com boa troca de passe fica difícil.

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O treinador foi enfático ao eximir os atletas e colocar a carga da derrota sobre suas próprias escolhas. Ele comparou o rendimento desta quarta-feira (1º) com jogos anteriores, ressaltando que, mesmo com uma formação já definida nos treinamentos, a prática durante os noventa minutos não correspondeu à teoria.

Assumo a responsabilidade por tudo. Contra o Coritiba foi abaixo, não comparando com hoje. Tínhamos uma equipe definida, mas a execução foi muito abaixo.

Quais foram os erros táticos apontados pela comissão técnica?

Ao aprofundar a análise tática do confronto contra o clube carioca, o comandante explicou que as falhas ocorreram principalmente nos duelos individuais e na lentidão para recuperar a posse de bola. A ausência de Raniele mudou a dinâmica do meio-campo, exigindo um preenchimento de espaços que não funcionou na prática. Apesar de o atacante André ter marcado um gol a favor da equipe paulista, o coletivo não demonstrou a força necessária para reverter o prejuízo.

Nos dois gols, as marcações estavam encaixadas. Não ganhamos duelos hoje, a diferença é acentuada hoje. Não tivemos a recuperação de bola rápida. O posicionamento do atleta era justamente esse, perdemos o Raniele e queríamos ter um preenchimento um pouco maior.

A comissão técnica havia planejado repetir uma postura que rendeu frutos em rodadas anteriores, especificamente contra o Santos. No entanto, a desvantagem no marcador desestabilizou o grupo, que não conseguiu demonstrar poder de reação no estádio carioca.

Jogamos assim contra o Santos, tivemos domínio contra eles, a ideia era essa. Em outras partidas, tivemos um compromisso e responsabilidade maior. Depois que tomamos um gol, não conseguimos correr atrás.

O que explica a pior sequência negativa na carreira do treinador?

O momento atual representa um marco negativo histórico para a trajetória profissional do comandante. Com a derrota no Maracanã, o clube do Parque São Jorge chegou à marca de oito partidas consecutivas sem conquistar uma única vitória. Dentro desse recorte, seis confrontos são válidos apenas pelo Campeonato Brasileiro. Trata-se de um jejum inédito na longa carreira do técnico.

Para superar essa fase turbulenta, o profissional aposta nos seguintes fatores:

  • Manutenção da entrega e do foco durante os treinamentos diários;
  • Repetição de movimentos táticos para melhorar a execução das jogadas;
  • Recuperação da confiança dos atletas no modelo de jogo proposto;
  • Busca constante por novas alternativas para alcançar os resultados exigidos.

Ele reconhece que o mês de março foi de extrema complexidade para o elenco. Apesar das pausas no calendário que permitiram intensificar os treinamentos, o time não conseguiu refletir em campo a evolução esperada pela comissão técnica.

É a primeira vez (que fica oito jogos sem vencer). Situação nova, tenho que ter o entendimento. Acredito que só se reverte com trabalho, entrega, repetição e fazendo os jogadores acreditarem novamente que podemos encontrar uma nova maneira de buscar os resultados.

Qual é o próximo desafio do Corinthians no campeonato nacional?

A pressão por resultados imediatos afasta qualquer possibilidade de zona de conforto para a liderança técnica do elenco. O comandante afirmou que não se apoia em glórias passadas e que foca exclusivamente no trabalho coletivo para afastar a crise que ronda o ambiente corintiano.

Nunca trabalhei com créditos, sempre trabalhei pensando na equipe. Mês de março foi muito complicado. Reconheço que estamos trabalhando muito. Nos dois momentos que paramos para treinamentos, tanto o anterior como agora, achei que encontraríamos um caminho diferente, mas não foi o que aconteceu. Só acredito naquilo que a gente realiza. Vejo a equipe com possibilidade de uma recuperação. Vamos continuar trabalhando, não temos outro caminho.

Atualmente, o clube paulista estacionou na tabela de classificação.

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