Os sindicatos que representam os trabalhadores da Oi e de sua subsidiária Serede saíram de uma reunião com o gestor judicial sem respostas concretas sobre o futuro dos empregados. O encontro, realizado em março de 2026, não definiu datas para desligamentos ou pagamentos, nem a criação de um programa de demissão incentivada. De acordo com informações do Telesíntese, as entidades agora concentram esforços em pressionar a Oi por uma solução para os funcionários afetados.
Essa pressão ocorre no contexto da falência da Serede, decidida pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em 13 de março de 2026. A Oi está em recuperação judicial há anos, e o caso tem impacto trabalhista relevante por envolver uma subsidiária ligada à operação de serviços da operadora. Na decisão, a juíza Simone Gastesi Chevrand apontou que a empresa não conseguiu se reestruturar financeira e economicamente, com receitas insuficientes e um elevado contingente de empregados sem atividade.
Por que os sindicatos estão pressionando a Oi?
Segundo as entidades sindicais, a falência da Serede não resolveu os problemas dos trabalhadores. Elas contestam a posição do gestor judicial de que as responsabilidades da subsidiária devem ser tratadas no processo específico da própria empresa. Os sindicatos argumentam que a Oi não pode ignorar o impacto sobre os empregados da Serede, já que a subsidiária atuava em serviços relacionados à operação da operadora.
A sentença judicial, no entanto, afastou a tese de grupo econômico entre Serede e Oi, apontando que a subsidiária possui patrimônio e passivo próprios, além de autonomia financeira em relação à controladora.
Quais são os próximos passos dos sindicatos?
Sem avanços na reunião com o gestor judicial da Oi, as federações sindicais planejam seguir por múltiplas frentes. No campo político e sindical, estão previstas assembleias para decidir os próximos movimentos, incluindo novas cobranças públicas. Na esfera jurídica, as entidades buscam responsabilizar a Oi pelo pagamento integral das rescisões e demais créditos trabalhistas.
No processo da Serede, a decisão judicial estipulou que os sindicatos não têm legitimidade para participação contínua nos autos falimentares, mas podem apresentar petições e ajuizar ações próprias. A falência e a ausência de um plano de pagamento imediato continuam alimentando a pressão sindical, que vê a situação como uma crise social sem solução efetiva.