O senador Alessandro Vieira (MDB) foi retirado da chapa do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), após um conflito público com o ex-deputado federal André Moura (União Brasil). O episódio ocorre às vésperas das eleições, destacando fissuras na base governista. De acordo com informações da CartaCapital, Vieira, ex-delegado da Polícia Civil, pretendia concorrer à reeleição ao lado de Mitidieri, mas foi alijado após um embate com Moura.
Por que Alessandro Vieira foi excluído da chapa?
O senador Alessandro Vieira afirmou que a harmonia e alinhamento entre os membros são condições básicas para uma composição de chapa, algo que não foi alcançado. Mitidieri, por sua vez, declarou que mantém a amizade com Vieira e que ambos compartilham o objetivo de “ver Sergipe avançando”. A decisão de excluir Vieira foi comunicada a ele sem sua participação na deliberação, segundo aliados.
Qual foi o estopim do conflito?
O estopim foi uma declaração de Vieira em uma rádio local, onde insinuou que Moura “dormia com medo de ser acordado por policiais batendo à sua porta”, referindo-se aos problemas judiciais de Moura. Moura foi condenado pelo STF por peculato, mas firmou um acordo com a PGR que suspendeu sua pena. A reação de Moura foi imediata, classificando a fala como um ataque que “ultrapassa todos os limites da política”.
Quais são as repercussões políticas?
A saída de Vieira pode beneficiar outros nomes que orbitam o projeto governista, como Rogério Carvalho e Edvaldo Nogueira. A expectativa é que um encontro entre Mitidieri e o presidente Lula nas próximas semanas ajude a definir o impasse. O governador Mitidieri externou publicamente seu incômodo com o embate, classificando a declaração de Vieira como “desnecessária” e um desrespeito à chapa.
“Entendo que aquilo incomoda mesmo, foi desnecessário. Ele desrespeitou a chapa, desrespeitou a todos nós. Espero que reconheça isso”, afirmou Mitidieri em entrevista à rádio FanFM.
Fonte original: CartaCapital
