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Senado dos EUA revoga veto à mineração perto de área selvagem em Minnesota

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O Senado dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira, 17 de abril de 2026, por 50 votos a 49, uma medida para derrubar a proibição de mineração nas proximidades da Boundary Waters Canoe Area Wilderness, em Minnesota, uma das áreas naturais mais visitadas do país. A decisão revoga uma moratória de 20 anos imposta em 2023 pelo governo de Joe Biden sobre 225 mil acres na Floresta Nacional Superior e agora segue para o presidente Donald Trump, que deve sancioná-la. O movimento é visto como favorável à empresa Twin Metals Minnesota, que busca instalar uma mina de cobre e níquel a poucos quilômetros da região protegida, apesar da oposição de grupos ambientais que alertam para riscos de contaminação.

De acordo com informações do Guardian Environment, a Câmara dos Representantes já havia aprovado a medida antes da votação final no Senado. Com isso, o texto avança no processo legislativo e amplia as chances de retomada do projeto minerário defendido pela Twin Metals Minnesota, subsidiária da chilena Antofagasta PLC.

O que o Senado aprovou sobre a mineração em Minnesota?

A resolução aprovada elimina a restrição adotada durante o governo Biden para impedir a mineração na área abrangida pela Floresta Nacional Superior, próxima à Boundary Waters. A moratória tinha duração prevista de 20 anos e foi estabelecida em 2023.

A votação foi apertada. Dois senadores republicanos, Susan Collins, do Maine, e Thom Tillis, da Carolina do Norte, votaram com os democratas contra a medida. Já Josh Hawley, senador republicano pelo Missouri, não votou, segundo o jornal The Hill, citado no texto original.

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Por que a região da Boundary Waters é alvo de disputa?

A Boundary Waters Canoe Area Wilderness é um vasto sistema interligado de lagos, rios e florestas no norte de Minnesota. A área é amplamente conhecida pelo valor ambiental e recreativo, o que explica a resistência de entidades de conservação ao avanço de projetos de extração mineral em seu entorno.

Grupos ambientalistas afirmam há anos que uma mina de cobre e níquel tão próxima da região pode gerar poluição e contaminar as águas. Já a empresa interessada no projeto sustenta que qualquer empreendimento ainda terá de passar por um processo regulatório prolongado, com análise de múltiplos órgãos, antes de obter as licenças necessárias.

Quais foram os argumentos apresentados por opositores e defensores?

Antes da votação, a senadora democrata Tina Smith, de Minnesota, discursou contra a resolução. Segundo o texto original, ela argumentou que a medida abriria caminho para expor esse patrimônio natural aos impactos tóxicos e destrutivos da mineração de sulfeto ou de cobre.

“Do not lose hope. This fight is not over. We should all be so proud of the coalition we built to fight this.”

Após a votação, Tina Smith também afirmou a seus apoiadores que a disputa ainda não terminou. No texto original, ela também criticou o projeto sob o argumento de que a empresa envolvida é controlada por capital estrangeiro, utilizaria fundições estatais chinesas e venderia os metais extraídos no mercado aberto.

Do lado favorável à revogação da moratória, um porta-voz da Twin Metals Minnesota disse ao Washington Post que o resultado representa um momento importante para a capacidade dos Estados Unidos de fortalecer cadeias de suprimento de minerais. A empresa também declarou que os projetos na região ainda precisam comprovar que atendem aos padrões ambientais exigidos em Minnesota antes de avançar.

O projeto de mina será implantado imediatamente?

Não. Embora a votação no Senado aumente as chances de a Twin Metals Minnesota levar o projeto adiante, a iniciativa ainda enfrenta outros obstáculos. Entre eles estão disputas judiciais esperadas, além da necessidade de obter arrendamentos federais e permissões estaduais.

  • A medida ainda depende de sanção presidencial.
  • O projeto minerário continua sujeito a revisão regulatória de vários órgãos.
  • A empresa ainda precisará obter arrendamentos federais.
  • Também serão necessárias autorizações estaduais.
  • Há expectativa de batalhas judiciais sobre o caso.

Entidades de conservação reagiram duramente à decisão do Senado. Ingrid Lyons, diretora-executiva da Save the Boundary Waters, classificou o resultado como um dia sombrio para uma das áreas selvagens mais queridas dos Estados Unidos e como um alerta para terras públicas em todo o país. Segundo ela, a oposição pública à mineração no local foi desconsiderada, mas a mobilização continuará.

Assim, a votação representa uma virada política importante no embate entre exploração mineral e preservação ambiental em Minnesota. Ainda que o caminho para a instalação da mina não esteja totalmente livre, a revogação da moratória altera de forma significativa o cenário em torno de uma disputa que se arrasta há anos.

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