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Semas entrega equipamentos para cooperativa de reciclagem em Salvaterra no Marajó

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) realizou a entrega de uma série de equipamentos industriais para a Cooperativa de Trabalho de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Salvaterra (Cata Salvaterra), na Ilha do Marajó, na última terça-feira, 14 de abril de 2026. A iniciativa tem como objetivo central fortalecer a infraestrutura de coleta e beneficiamento de resíduos sólidos na região, promovendo a economia circular e estimulando processos de descarbonização em municípios costeiros que possuem forte apelo turístico no Pará.

De acordo com informações da Agência Pará, o investimento busca mitigar os impactos ambientais causados pelo aumento significativo no descarte de resíduos durante temporadas de férias e feriados, especialmente em áreas como o distrito de Joanes. Além de beneficiar diretamente os trabalhadores da cooperativa, a nova estrutura visa proteger a biodiversidade local e os recursos naturais utilizados pelas comunidades marajoaras.

Quais equipamentos foram destinados à cooperativa de Salvaterra?

A modernização da Cata Salvaterra envolveu o fornecimento de maquinários de grande porte e itens de segurança essenciais para a operação diária dos catadores. A lista de materiais entregues pelo governo estadual inclui:

  • Uma prensa hidráulica com capacidade de 35 toneladas;
  • Um triturador de vidro;
  • Uma empilhadeira e uma esteira separadora de dez metros;
  • Dois carrinhos carregadores de resíduos e um veículo tipo tuk-tuk;
  • 50 conjuntos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

A chegada desses itens altera a dinâmica de trabalho da cooperativa, que anteriormente realizava grande parte dos processos de forma manual. Com a prensa e o triturador, o material coletado passa a ter maior valor agregado no mercado de reciclagem, enquanto o tuk-tuk facilita o transporte dos resíduos dos pontos de coleta até o galpão de triagem.

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Qual é o impacto socioeconômico para os catadores locais?

Para os trabalhadores da reciclagem, a entrega representa um avanço na segurança do trabalho e na expectativa de rendimentos. A presidente da cooperativa, Vânia Nunes, relatou que a mudança é histórica para a categoria na região do Marajó. Em depoimento oficial, ela destacou a importância da tecnologia para a dignidade dos cooperados:

“Essa entrega vem trazer dignidade ao grupo de catadores e catadoras, que já sofreu muito fazendo tudo de forma braçal. Isso gera mais renda porque o material prensado agrega valor. Hoje também recebemos uma trituradora de vidro, que é a única dentro da ilha do Marajó.”

O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, afirmou que a estruturação transforma Salvaterra em um polo de referência para o tratamento de resíduos. Segundo o gestor, o município agora conta com um centro capacitado para enfrentar a demanda crescente de resíduos com eficiência técnica e responsabilidade ambiental.

Como a ação integra a política ambiental do Estado do Pará?

A iniciativa em Salvaterra não é um evento isolado, mas parte do Programa Regulariza Pará, que já estruturou cooperativas em outros municípios como Igarapé-Açu (Reciclassu), Salinópolis e Belém (Concaves). O governo estadual planeja expandir o modelo para Bragança em breve. O objetivo é criar uma rede de suporte que combine preservação ambiental com geração de renda digna para populações vulneráveis.

Além da entrega física de máquinas, o Governo do Pará anunciou que deve lançar, em maio de 2026, a Política Estadual de Economia Circular. Este novo marco regulatório pretende instituir mecanismos formais de logística reversa e compensação financeira para os catadores, consolidando a agenda de resíduos sólidos como prioridade na gestão pública paraense, com foco especial na proteção de manguezais e no combate ao lixo marinho.

O vice-prefeito de Salvaterra, Nivaldo Ramos, reiterou que a parceria entre as esferas estadual e municipal é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos marajoaras. A gestão dos resíduos sólidos é vista como um desafio logístico em regiões insulares, e a mecanização da cooperativa é considerada um passo necessário para a sustentabilidade do turismo local.

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