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Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti espelha táticas do Real Madrid para a Copa

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A Seleção Brasileira, sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, encerrou no fim de março sua rodada de amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026 — que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá — com uma derrota por 2 a 1 para a França e uma vitória por 3 a 1 sobre a Croácia. Os dois confrontos deixaram em evidência uma identidade tática consolidada: a equipe nacional joga atualmente com a exata mesma estrutura utilizada pelo treinador em sua segunda passagem vitoriosa pelo Real Madrid, clube pelo qual conquistou múltiplas Ligas dos Campeões.

De acordo com informações do GE, o time adota uma postura que não teme explorar o contra-ataque ou buscar a imposição física nos duelos, baseando-se em um sistema tático definido que privilegia o protagonismo individual no ataque e a proteção defensiva por meio de volantes de contenção.

Como funciona o esquema tático de Ancelotti no Brasil?

O formato base implementado na equipe é um clássico esquema com quatro defensores, quatro meio-campistas e dois atacantes, que frequentemente se transforma em uma linha ofensiva com quatro jogadores devido à presença de atletas agudos pelas pontas. Neste cenário, Vinícius Júnior atua em uma função praticamente idêntica à que exerce no clube espanhol, posicionando-se como um segundo atacante com liberdade total de movimentação, partindo predominantemente do lado esquerdo para explorar os dribles e criar oportunidades ofensivas.

O sucesso desse sistema depende diretamente do brilho individual. No revés contra os franceses, a equipe sofreu com a ausência de uma grande atuação de seu camisa 7, enquanto na vitória sobre os croatas, a dinâmica de ataque fluiu consideravelmente melhor ao lado de companheiros velozes como Raphinha, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique ou Matheus Cunha.

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Qual é o papel de Casemiro na proteção da defesa brasileira?

Para garantir a sustentação da saída de bola e a estabilidade da última linha defensiva, o técnico resgatou Casemiro como titular absoluto na proteção do meio-campo. O jogador atua como um camisa 5 tradicional, focando na proteção aos zagueiros e na aplicação do primeiro combate aos adversários. Quando o time constrói as jogadas a partir de seu próprio campo, os laterais recebem a orientação específica para fechar os espaços internos e buscar os pontas de forma alternada, evitando que o setor fique desprotegido.

O desempenho da zaga está intimamente ligado ao posicionamento do volante. Quando a marcação encaixa e ele está bem postado, o time sofre pouquíssimos riscos defensivos. Por outro lado, se o jogador de contenção é superado ou se encontra fora de posição — como ocorreu no primeiro gol marcado pela França —, a defesa fica consideravelmente exposta às transições rápidas dos oponentes.

O que falta para a equipe alcançar o nível ideal para o Mundial?

Apesar das claras semelhanças com o formato vencedor aplicado na Europa, a comissão técnica ainda busca realizar ajustes fundamentais. O grupo atual prefere atuar com atacantes de velocidade pelas beiradas em vez de utilizar um falso-ponta, perfil que no clube espanhol costuma ser preenchido por atletas de maior retenção de bola. Para que a equipe esteja pronta, os seguintes fatores precisam ser equacionados:

  • Desenvolvimento de um passe de ruptura no meio-campo para clarear as jogadas e pensar a partida contra defesas mais fechadas.
  • Maior regularidade técnica de jogadores cerebrais, função que historicamente recai sobre Neymar, cuja atual falta de consistência em alto nível gera um vácuo criativo importante.
  • Consolidação de uma mentalidade focada primordialmente na obtenção de resultados a qualquer custo, mesmo em dias de baixo desempenho técnico ou físico.

O atual ciclo mescla a ousadia de jovens talentos com a experiência de veteranos na contenção e nas laterais. O saldo inicial do trabalho apresenta números superiores aos de seus antecessores imediatos, Fernando Diniz e Dorival Júnior, embora ainda busque a regularidade demonstrada na era Tite. O grande desafio será transformar essa base em uma equipe implacável, com a mesma alma vencedora que caracteriza os trabalhos de clubes dirigidos pelo experiente comandante italiano.

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