O Palmeiras aparece na quarta posição entre os clubes que mais arrecadaram com transferências de jogadores formados na base entre 2021 e 2026, segundo levantamento do CIES Football Observatory publicado em 15 de abril de 2026. De acordo com informações do Poder360, o clube paulista somou 289 milhões de euros no período, cerca de R$ 1,7 bilhão, em um ranking global liderado por equipes europeias. O estudo mede receitas obtidas com atletas formados no clube e aponta o time brasileiro como o único do país no grupo dos quatro primeiros no recorte recente.
Segundo a reportagem, o ranking é liderado pelo Chelsea, com 366 milhões de euros, seguido por Manchester City, com 318 milhões, e Aston Villa, com 293 milhões. O Palmeiras surge logo depois, consolidando a presença brasileira entre os principais formadores de jogadores do futebol mundial no período analisado.
Como o estudo define um clube formador?
O levantamento do CIES considera como clube formador aquele em que o atleta permaneceu por ao menos três temporadas entre os 15 e os 21 anos. A metodologia também leva em conta bônus e valores previstos em negociações futuras, independentemente de o pagamento já ter sido concluído. Esse critério busca medir o retorno financeiro potencial gerado pela formação de jogadores.
Na última década, o Palmeiras acumulou 356 milhões de euros em vendas, cerca de R$ 2 bilhões, e ocupa a nona posição global nesse recorte histórico. Nesse ranking mais amplo, o líder é o Benfica, com 589 milhões de euros, seguido por Ajax, com 454 milhões, e Chelsea, com 442 milhões.
Qual é a posição do Palmeiras no ranking da última década?
Além do clube paulista, o estudo analisou 100 equipes e incluiu outros brasileiros na lista. Entre eles estão Flamengo, São Paulo FC, Santos FC, Fluminense, Grêmio, Corinthians, Vasco da Gama, Athletico Paranaense e Internacional. Ainda assim, de acordo com os dados citados pela reportagem, o Palmeiras é o único brasileiro no top dez mundial do recorte de dez anos.
O texto também informa que o próprio clube afirma que algumas operações não foram contabilizadas pelo CIES. Entre elas, estariam vendas de menor valor e participações em transferências, como a de Gustavo Mancha. A observação indica que os números apresentados no estudo podem não abranger toda a receita obtida pelo clube com negociações ligadas à base.
O que explica o resultado financeiro do clube com a base?
A reportagem aponta que a reestruturação iniciada após o rebaixamento, entre 2013 e 2015, é tratada como um dos pilares desse desempenho. Nesse período, a gestão de Paulo Nobre reorganizou o departamento de futebol e ampliou a estrutura das categorias de base. Nos anos seguintes, o clube passou a intensificar negociações internacionais e a vender atletas ainda antes da estreia no time principal.
Entre os nomes citados como exemplos recentes estão Endrick, Estêvão e Vitor Reis, em transferências descritas como recordistas. Segundo o texto original, Vitor Reis foi vendido ao Manchester City por 37 milhões de euros, valor que o tornou o zagueiro mais caro do país.
Quais atletas e metas aparecem no horizonte do Palmeiras?
O material menciona ainda jovens como Eduardo Conceição e Allan como possíveis próximas vendas relevantes. Além disso, o Palmeiras estabeleceu a meta de arrecadar R$ 399 milhões com transferências de jogadores em 2026, segundo a publicação.
- Receita com jogadores formados no clube entre 2021 e 2026: 289 milhões de euros
- Posição no ranking global recente: quarta
- Receita na última década: 356 milhões de euros
- Posição no ranking global de dez anos: nona
- Meta de arrecadação com transferências em 2026: R$ 399 milhões
Os dados reforçam o peso da base na estratégia esportiva e financeira do Palmeiras, conforme o levantamento citado pela reportagem. O estudo do CIES e as informações publicadas pelo Poder360 situam o clube entre os principais casos de retorno econômico com formação de atletas no cenário internacional.