Desde a Revolução Industrial, mais de 2.000 gigatoneladas de dióxido de carbono foram emitidas na atmosfera. De acordo com informações do WRI, essa concentração de CO2 e outros gases de efeito estufa está causando impactos climáticos significativos, como incêndios florestais e aumento do nível do mar. Para mitigar essas mudanças, é crucial não apenas reduzir as emissões, mas também remover e armazenar o carbono já presente na atmosfera.
O que é a remoção de dióxido de carbono?
A remoção de dióxido de carbono visa mitigar as mudanças climáticas retirando o CO2 diretamente do ar. Estratégias incluem o plantio de árvores e tecnologias como a captura direta de ar. Esta última remove o CO2 do ar e o armazena no subsolo. A remoção de carbono é distinta da captura e armazenamento de carbono (CCS), que captura emissões na fonte.
Quão importante é a remoção de carbono?
Os cenários climáticos mais recentes indicam que, além de reduções rápidas de emissões, será necessária uma remoção em larga escala de carbono para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius. Estima-se que entre 7 e 9 bilhões de toneladas métricas de carbono precisem ser removidas anualmente até 2050.
Como o CO2 é removido da atmosfera?
Existem várias formas de remover o carbono, desde novas tecnologias até práticas de manejo do solo. As abordagens incluem:
- Expansão e manejo de florestas.
- Remoção e armazenamento de carbono de biomassa.
- Captura direta de ar.
- Mineralização de carbono.
- Abordagens marinhas de remoção de carbono.
- Sequestro de carbono no solo.
Essas estratégias variam em custo, necessidade de recursos e prontidão tecnológica. Investimentos em uma combinação dessas abordagens são essenciais para equilibrar os trade-offs.