Sam Altman, CEO da OpenAI, criticou nesta semana o novo modelo de cibersegurança Mythos, lançado pela Anthropic, ao afirmar durante participação em um podcast que a empresa concorrente estaria recorrendo ao “marketing do medo” para apresentar o produto como mais impressionante do que realmente seria. A declaração ocorreu no podcast “Core Memory”, após a Anthropic anunciar, no início do mês, a liberação do sistema para um grupo restrito de clientes corporativos. De acordo com informações da TechCrunch, a discussão se insere em uma troca pública de críticas entre as duas empresas do setor de inteligência artificial.
Segundo o texto original, a Anthropic afirmou que o Mythos seria poderoso demais para ser disponibilizado ao público em geral, citando preocupação de que cibercriminosos possam usar a tecnologia de forma maliciosa. A reportagem observa ainda que críticos consideram essa retórica exagerada. Nesse contexto, Altman sugeriu que esse tipo de abordagem ajuda a concentrar o acesso à inteligência artificial em um grupo pequeno e exclusivo.
O que Sam Altman disse sobre o Mythos?
Durante sua participação no “Core Memory”, Altman associou a estratégia da Anthropic a uma comunicação baseada no medo. No texto reproduzido pela TechCrunch, ele afirmou:
“There are people in the world who, for a long time, have wanted to keep AI in the hands of a smaller group of people,” he said. “You can justify that in a lot of different ways.”
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Em seguida, o executivo reforçou a crítica com outra comparação direta, também citada na reportagem:
“It is clearly incredible marketing to say, ‘We have built a bomb, we are about to drop it on your head. We will sell you a bomb shelter for $100 million,’” he added.
As falas foram apresentadas pela reportagem como parte de uma nova rodada de provocações entre OpenAI e Anthropic, empresas que disputam espaço no mercado de modelos avançados de inteligência artificial.
Como a Anthropic apresentou o modelo de cibersegurança?
De acordo com a reportagem, a Anthropic anunciou o Mythos no começo deste mês e o disponibilizou apenas para um pequeno grupo de clientes empresariais. A empresa sustenta que o modelo não foi liberado amplamente porque poderia ser explorado por criminosos virtuais.
Os principais pontos citados no artigo sobre a apresentação do Mythos são:
- o modelo foi anunciado no início do mês;
- a liberação ocorreu para um grupo restrito de clientes corporativos;
- a justificativa apresentada foi o risco de uso por cibercriminosos;
- há críticos que consideram essa narrativa exagerada.
Por que a discussão vai além da rivalidade entre empresas?
A própria TechCrunch ressalta que o uso de mensagens alarmistas não seria exclusivo da Anthropic. Segundo a reportagem, parte da indústria de inteligência artificial tem recorrido a táticas de medo e a hipérboles para destacar o poder de suas ferramentas. O debate, portanto, não se limita a uma disputa comercial entre duas companhias, mas envolve a forma como o setor apresenta riscos e capacidades de seus produtos ao público e ao mercado.
O texto também observa que advertências sobre possíveis impactos extremos da inteligência artificial não vieram apenas de críticos da tecnologia, mas também de empresários e companhias que comercializam esses sistemas. Nesse ponto, a reportagem inclui o próprio Altman entre os nomes que já participaram desse tipo de discurso em outros momentos.
Assim, a crítica do CEO da OpenAI à Anthropic se soma a uma discussão mais ampla sobre transparência, acesso e narrativa na indústria de IA. A reportagem não informa resposta da Anthropic às declarações de Altman no trecho apresentado, mas mostra que a disputa entre as empresas continua a se manifestar tanto no desenvolvimento de produtos quanto na arena pública.