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Resistência à tecnologia: análise histórica e os impactos da IA na América Latina

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Desde monges medievais que baniram ferramentas até tecelões que queimaram teares no século XVII, a resistência às tecnologias que ameaçavam empregos ou causavam danos sempre existiu. Atualmente, há uma onda de demissões em empresas de inteligência artificial e oposição a centros de dados. De acordo com informações do Rest of World, o livro ‘Techno-Negative: A Long History of Refusing the Machine’, de Thomas Dekeyser, explora esses pontos de rejeição.

O que impulsiona a oposição contemporânea à IA?

O autor argumenta que a crítica à tecnologia não deve ser vista como medo irracional, mas como uma busca por um futuro que não diminua a humanidade. Dekeyser destaca que a resistência não é contra o progresso, mas contra uma visão restrita de progresso.

“Um dos maiores problemas que enfrentamos é a forma como a crítica à tecnologia é facilmente apresentada como simplesmente um medo da tecnologia, como anti-progresso.”

Como a imagem do Big Tech se deteriorou?

Inicialmente, empresas de tecnologia como o Google se apresentavam como progressistas, mas essa imagem se revelou uma fachada. A mudança de slogans, como o do Google de “Don’t be evil” para “Do the right thing”, reflete uma mudança ética. Dekeyser observa que a aliança com administrações autoritárias expôs tendências nacionalistas e autoritárias.

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“A falha dos trabalhadores da tecnologia em encerrar contratos militares ou de policiamento está intimamente ligada a essa mudança à direita das empresas que os empregam.”

Por que há vandalismo e resistência contra novas tecnologias?

Há uma percepção crescente de que as inovações tecnológicas beneficiam poucos, enquanto prejudicam muitos. Tecnologias como robotáxis e câmeras de vigilância são vistas como contrárias ao bem-estar coletivo. A resistência material, como a destruição de torres 5G, é uma forma de aliviar o sentimento de impotência.

“Para muitos, a tecnologia contemporânea parece beneficiar principalmente uma pequena parcela da população.”

Qual é a origem da resistência à IA em regiões como África e América Latina?

Em regiões fora do Ocidente, a resistência está ligada a lógicas coloniais e à exploração de mão de obra e recursos naturais. Dekeyser destaca que a IA redefine o que significa ser humano, promovendo uma vida eficiente e rápida, o que é insatisfatório para muitos.

“A recusa contemporânea da IA é uma luta contra essa promessa de um tipo particular de vida humana secundária à inteligência das máquinas.”

Fonte original: Rest of World



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