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Recifes de coral se aproximam da extinção e 2026 pode ser ponto de virada

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Os recifes de coral estão sob estresse severo, após o mais amplo evento de branqueamento já registrado se estender por 33 meses até 2025, e 2026 é apontado como um possível ponto de inflexão para ampliar a resposta internacional à crise. Em artigo de opinião publicado nesta quinta-feira, 17 de abril de 2026, o ator e ativista Jason Momoa afirma que, com o aquecimento global em 1,5°C, até 90% dos recifes podem ser perdidos, o que traz impactos para comunidades costeiras, biodiversidade marinha e proteção natural do litoral. De acordo com informações do Guardian Environment, os próximos meses devem concentrar encontros internacionais e novas evidências científicas sobre o tema.

No texto, Momoa relaciona a situação dos recifes à sua vivência no Havaí, onde, segundo ele, essas formações fazem parte da alimentação, da proteção costeira e da cultura local. O autor sustenta que a ameaça aos corais não decorre apenas da mudança do clima, mas também da poluição por plástico, do desenvolvimento costeiro, do escoamento agrícola e da sobrepesca. Para ele, o enfraquecimento desses ecossistemas expõe moradias, empregos, locais sagrados e espécies que dependem dos recifes.

Por que os recifes de coral são tratados como uma emergência ambiental?

O artigo destaca que os recifes estão entre os ecossistemas mais frágeis diante do aquecimento dos oceanos e de pressões humanas acumuladas. Segundo Momoa, a perda dos corais não representa apenas um dano ecológico, mas também social e econômico, porque compromete a proteção natural contra tempestades e a elevação do nível do mar.

Ao defender que o tema receba mais atenção global, o autor afirma que não considera os recifes uma causa perdida. Ele menciona o conceito de kuleana, associado à responsabilidade transmitida entre gerações, para argumentar que o dever de proteção ambiental não se limita a povos insulares ou comunidades costeiras, mas deve ser compartilhado por toda a população.

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Que exemplos de resposta à crise são citados no artigo?

Momoa cita experiências na Polinésia Francesa, onde, segundo ele, comunidades ligadas aos recifes demonstraram disposição para atuar na restauração desses ambientes quando recebem ferramentas e apoio adequados. Ele também menciona sua atuação com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e com o Global Fund for Coral Reefs, afirmando que investimentos direcionados podem apoiar formas de sustento menos destrutivas e fortalecer a conservação dos ecossistemas marinhos.

Na avaliação do autor, esse tipo de financiamento também pode ajudar comunidades a reconstruírem suas atividades de forma sustentável após eventos climáticos extremos. Apesar disso, ele argumenta que o ritmo atual de resposta ainda é insuficiente diante da velocidade da mudança climática e do desenvolvimento considerado insustentável.

O que pode tornar 2026 um ponto de virada?

O texto afirma que os próximos meses podem ser decisivos porque devem reunir novas pesquisas e encontros internacionais em países como Quênia e Nova Zelândia, além do Global Coral Reef Summit. Para Momoa, esse calendário pode ampliar a visibilidade política da crise dos corais, desde que a atenção gerada resulte em medidas concretas.

O autor sustenta que o momento exige ação prática em diferentes níveis, de governos a comunidades, de empresas a indivíduos. Em vez de atribuir culpa, ele defende uma mobilização ampla em favor da sobrevivência desses ecossistemas.

  • redução da pegada climática;
  • corte da poluição por plástico;
  • proteção de espécies essenciais aos recifes;
  • cuidados em atividades subaquáticas;
  • apoio a negócios favoráveis aos recifes;
  • suporte a comunidades costeiras;
  • investimento e legislação.

Ao concluir, Momoa afirma que os recifes não dispõem de tempo para esperar por planos perfeitos e que a resposta precisa ocorrer agora. O artigo apresenta a preservação dos corais como uma responsabilidade coletiva e urgente, vinculada tanto à proteção da natureza quanto à defesa de modos de vida e territórios costeiros já pressionados pela crise climática.

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