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Protestos Indígenas Mantêm Terminal da Cargill em Santarém Fechado

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As operações no terminal portuário fluvial da Cargill em Santarém, no Pará, continuam paralisadas nesta segunda-feira, 23 de janeiro, devido à ocupação por manifestantes indígenas. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a ocupação começou em 22 de janeiro em protesto contra um projeto de dragagem nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, assinado pelo presidente Lula.

Por que os protestos estão acontecendo?

Os manifestantes, que chegaram a 1.200 pessoas, criticam os impactos ambientais do projeto, que incluem alterações na qualidade da água, assoreamento do leito do rio e prejuízos à pesca. Documentos da Semas, ICMBio e Ibama apontam riscos significativos, como a alteração de rotas de transporte usadas por comunidades ribeirinhas e indígenas, além de ameaças à segurança alimentar e à reprodução da tartaruga-da-amazônia.

Qual é a resposta das autoridades?

No início de fevereiro, a Justiça Federal determinou a desocupação forçada das vias de acesso ao complexo portuário, decisão que foi contestada pelo MPF. No entanto, a determinação foi restabelecida, e um novo prazo de 48 horas foi dado para a saída dos manifestantes. O MPF recorreu novamente, alegando que a medida ignora ritos obrigatórios de mediação e coloca em risco a integridade física dos manifestantes.

Qual é o impacto dos protestos?

Além da paralisação das operações em Santarém, protestos também ocorreram em frente ao escritório da Cargill em São Paulo, em apoio aos povos do Tapajós. O projeto de hidrovias já foi alvo de protestos na COP30, onde foi prometido que consultas prévias com as comunidades seriam realizadas, promessa que ainda não foi cumprida.

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“Os impactos são significativos e incluem alteração da qualidade da água, assoreamento do leito do rio, prejuízo à pesca, e risco de insegurança alimentar”, afirmam documentos da Semas, ICMBio e Ibama.

Fonte original: Folha de S.Paulo



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