De acordo com informações do Greenwald, desde o Vietnã até o Irã, os Estados Unidos têm utilizado as mesmas narrativas propagandísticas para justificar suas guerras, mesmo após serem desacreditadas. Em 1965, o presidente Lyndon B. Johnson justificou a escalada militar no Vietnã como uma missão altruísta para libertar povos oprimidos, comparando a intervenção americana aos ideais dos fundadores dos EUA.
Como a propaganda molda a opinião pública?
Johnson apresentou a guerra como uma luta pela liberdade dos vietnamitas, utilizando ativistas sul-vietnamitas com conexões ocidentais para validar a intervenção. Narrativas de atrocidades inimagináveis cometidas pelo inimigo foram amplamente divulgadas, como no livro ‘Deliver Us From Evil’, que descrevia torturas extremas atribuídas aos vietnamitas do norte. Historicamente, muitas dessas histórias foram fabricadas para angariar apoio popular.
Quais são os paralelos com guerras mais recentes?
Essas táticas não se limitaram ao Vietnã. Em guerras subsequentes, como no Iraque e na Líbia, os EUA repetiram o padrão de apresentar seus esforços como missões de libertação. Presidentes como George W. Bush e Barack Obama usaram retóricas semelhantes para justificar intervenções, alegando que os povos locais desejavam a intervenção americana para se livrar de ditadores opressivos.
Por que essas narrativas persistem?
Apesar de a opinião pública americana frequentemente considerar essas guerras como erros, as mesmas narrativas são recicladas. A propaganda de guerra continua a ser uma ferramenta poderosa, manipulando a percepção pública e minimizando a resistência interna. A atual campanha para uma possível guerra com o Irã segue este roteiro, com alegações de atrocidades cometidas pelo regime iraniano sendo amplamente divulgadas.
Fonte original: Greenwald