O piloto Oliver Bearman sofreu um forte acidente no GP do Japão de Fórmula 1 em 29 de março de 2026, no Circuito de Suzuka. O incidente reacendeu as críticas de vários pilotos ao novo regulamento técnico da categoria, que provoca desacelerações súbitas durante a recuperação de energia das baterias.
De acordo com informações do GE, o acidente ocorreu na 22ª volta da prova, quando Bearman trafegava em 18º lugar e se aproximava da curva 13. Suzuka, no Japão, é um dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1 e costuma integrar o calendário da categoria há décadas.
O que causou o acidente de Oliver Bearman?
A telemetria oficial da F1 registrou diferença de velocidade de quase 100 km/h entre os dois carros momentos antes do impacto. Bearman seguia a 262 km/h, enquanto Colapinto reduziu para 174 km/h ao recarregar a bateria. O piloto da Haas perdeu o controle, pisou na grama, destruiu placas de sinalização, cruzou a pista e bateu na barreira de proteção.
O impacto foi violento. Bearman sofreu desaceleração de 50G, mas conseguiu sair do carro com ajuda dos fiscais, embora tenha apresentado dificuldade para caminhar devido a dores na perna direita.
Por que os pilotos criticam o regulamento atual da F1?
Os competidores apontam o fenômeno chamado “super clipping”, que ocorre quando o carro passa a funcionar apenas com o motor a combustão durante a recarga da bateria, gerando perda repentina de potência mesmo em aceleração.
Temos sido muito claros ao afirmar que o problema não é apenas a classificação, mas também a corrida. Hoje tivemos sorte de haver uma área de escape. Agora, imagine Baku, Singapura ou Las Vegas. Nós alertamos a FIA de que esses acidentes vão acontecer com frequência e precisamos mudar algo logo.
A declaração foi feita por Carlos Sainz, que divide a liderança da Associação de Pilotos da F1 com George Russell. O espanhol cobrou maior atenção da FIA (Federação Internacional do Automobilismo) aos alertas feitos pelos pilotos.
O que disseram os principais pilotos após o acidente?
Max Verstappen também foi contundente ao comentar o caso e os riscos do novo regulamento:
É isso que acontece com esses carros. Um fica praticamente sem potência, enquanto o outro está usando o modo “cogumelo”. Aí, rapidamente, você tem uma diferença de 50 a 60 quilômetros por hora. Isso pode acabar em acidentes graves.
Já Lando Norris, atual campeão mundial, ironizou o argumento de que o atual sistema aumenta o espetáculo para os fãs.
Franco Colapinto, diretamente envolvido na batida, reconheceu o perigo da grande diferença de velocidade entre os carros.
Qual foi o estado de saúde de Oliver Bearman?
O piloto britânico foi levado ao centro médico do circuito, onde passou por exame de raio-x. Os médicos não constataram fraturas. Apesar de uma contusão no joelho direito, Bearman recebeu alta e chegou a gravar vídeos para as redes sociais da equipe Haas, garantindo que estava bem.
Em suas próprias palavras, Bearman afirmou que a diferença de velocidade foi excessiva e que os pilotos já haviam discutido o tema com os comissários na sexta-feira, pedindo maior tolerância nas manobras.
A FIA informou que já havia agendado reuniões para discutir possíveis revisões no regulamento após o GP da China. Após o acidente de Bearman, a entidade publicou nota nas redes sociais reforçando que as especulações sobre mudanças são prematuras, embora confirme que o tema será debatido ao longo do próximo mês.
O incidente de Suzuka soma-se a uma série de queixas de pilotos sobre o regulamento técnico que entrou em vigor em 2026, especialmente quanto à segurança provocada pelo sistema híbrido mais potente. Até o momento, a Formula One Management e a FIA ainda não apresentaram propostas concretas de alteração.