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Petróleo sobe após ameaça dos EUA a Ormuz e ações do Japão recuam

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Os preços do petróleo avançaram e as ações japonesas recuaram na manhã desta segunda-feira, 13 de abril, após negociações entre Estados Unidos e Irã terminarem sem acordo e Washington ameaçar bloquear o Estreito de Ormuz. O movimento elevou a aversão ao risco nos mercados, pressionando bolsas asiáticas, contratos futuros em Nova York e indicadores ligados à inflação e ao câmbio no Japão. De acordo com informações do Valor Econômico, a reação foi imediata após o impasse diplomático e as declarações de autoridades dos dois países.

As cotações do petróleo dispararam no mercado internacional. Os contratos futuros do West Texas Intermediate, o WTI, subiam mais de 9% e eram negociados perto de US$ 105 por barril. Já o Brent, referência global, avançava cerca de 8%, para US$ 103 por barril. O salto refletiu o temor de interrupção ainda maior no fluxo de energia em uma das rotas marítimas mais sensíveis para o abastecimento global.

Como os mercados reagiram à escalada da tensão?

No Japão, o índice Nikkei, principal referência da Bolsa de Tóquio, chegou a cair mais de 600 pontos, o equivalente a 1%, em parte do pregão de 13 de abril. Na Coreia do Sul, as ações recuaram mais de 2%. Nos Estados Unidos, os futuros do Dow Jones registraram queda superior a 1%, indicando um ambiente de cautela também antes da abertura de Wall Street.

O mercado japonês também reagiu em outros ativos. O iene se desvalorizava levemente, com baixa de 0,2%, para cerca de 159,7 por dólar. Ao mesmo tempo, o rendimento do título público japonês de dez anos subiu para 2,49%, o maior nível em 29 anos, em meio ao receio de que o avanço do petróleo pressione ainda mais a inflação.

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O que ocorreu nas negociações entre Estados Unidos e Irã?

Segundo o texto original, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas na semana passada, representantes de Estados Unidos e Irã se reuniram no fim de semana em Islamabad. As negociações duraram 21 horas, mas terminaram em impasse. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que ainda persistem divergências sobre o programa nuclear iraniano.

Na sequência, o presidente Donald Trump anunciou nas redes sociais a intenção de iniciar um bloqueio no estreito. No texto original, ele declarou:

“Com efeito imediato”, escreveu o presidente Donald Trump nas redes sociais no domingo, “a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz”.

Trump acrescentou ainda, segundo a reportagem, que “outros países estarão envolvidos”, sem detalhar quais seriam essas nações nem como esse eventual bloqueio seria implementado.

Por que o Estreito de Ormuz é central para o mercado de energia?

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para o transporte de petróleo e outras matérias-primas essenciais, especialmente para economias asiáticas. De acordo com a reportagem, após o início do conflito em 28 de fevereiro, o Irã passou a bloquear de fato a rota, interrompendo o fornecimento global. O cessar-fogo de 14 dias previa a reabertura do corredor marítimo por Teerã, mas o novo impasse recolocou em dúvida essa normalização.

A Guarda Revolucionária do Irã também reagiu e alertou que embarcações militares que se aproximarem do estreito “serão tratadas com severidade”. A declaração ampliou a percepção de risco em torno da circulação de navios na região e reforçou a preocupação com uma possível deterioração do conflito.

  • WTI subia mais de 9%, para cerca de US$ 105 por barril
  • Brent avançava aproximadamente 8%, para US$ 103 por barril
  • Nikkei chegou a cair mais de 600 pontos
  • Ações sul-coreanas recuaram mais de 2%
  • Rendimento do título japonês de dez anos atingiu 2,49%

Quais são os riscos para a oferta global de petróleo?

O impasse elevou a ansiedade dos agentes financeiros em relação ao abastecimento de energia, que já vinha sendo afetado pela fragilidade da trégua entre Washington e Teerã. Mesmo exercendo controle de fato sobre o estreito, o Irã vinha exportando cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, segundo dados da consultoria Kpler citados pela reportagem.

Operadores avaliam que um bloqueio promovido pelos Estados Unidos pode retirar esse volume do mercado internacional, aprofundando um quadro já apertado de oferta. Com isso, o avanço do petróleo passou a ser visto não apenas como reação imediata ao risco geopolítico, mas também como sinal de temor sobre uma restrição mais duradoura no fluxo global de energia.

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