Pete Hegseth, secretário de Guerra dos Estados Unidos no governo de Donald Trump, recitou na quarta-feira, 15 de abril de 2026, uma adaptação de um falso trecho bíblico associado ao filme “Pulp Fiction” durante um culto religioso no Pentágono, em Washington. Segundo o relato, o texto foi apresentado por ele como uma oração recebida de um militar em missão na guerra no Irã e usada por tripulações em operações de busca e resgate em combate. De acordo com informações do Poder360, o episódio ocorreu em um encontro mensal realizado no auditório do prédio militar.
Durante a cerimônia, Hegseth afirmou que a oração era chamada de “CSAR 25:17” e disse que a expressão faria referência a Ezequiel 25:17. Em seguida, leu uma versão adaptada do texto popularizado no longa dirigido por Quentin Tarantino, substituindo elementos do original por referências a aviadores abatidos, camaradagem, dever e operações militares.
“Eles chamam isso de CSAR 25:17, o que acho que pretende refletir Ezequiel 25:17”
“O caminho do aviador abatido está cercado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Bem-aventurado aquele que, em nome da camaradagem e do dever, guia os perdidos pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o guardião de seu irmão e o descobridor de crianças perdidas. E eu abaterei sobre ti com grande vingança e ira furiosa aqueles que tentarem capturar e destruir meu irmão. E vocês saberão que meu codinome é Sandy One quando eu exercer minha vingança sobre ti. Amém”
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O que foi dito por Pete Hegseth no culto?
O secretário apresentou o texto como uma oração utilizada por militares antes de missões de combate. Ao identificá-la como “CSAR 25:17”, sugeriu uma relação com o livro bíblico de Ezequiel, embora o conteúdo recitado remeta à fala conhecida do personagem Jules Winnfield em “Pulp Fiction”.
No filme, o personagem interpretado por Samuel L. Jackson recita o monólogo antes de atirar em um bandido. A versão cinematográfica, embora inspirada livremente em linguagem bíblica, não corresponde ao conteúdo do versículo de Ezequiel 25:17 tal como aparece nas Escrituras.
“O caminho do homem justo está cercado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Bem-aventurado aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, guia os fracos pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o guardião de seu irmão e o descobridor de crianças perdidas. E eu abaterei sobre ti com grande vingança e ira furiosa aqueles que tentarem envenenar e destruir meus irmãos. E vocês saberão que meu nome é o Senhor quando eu exercer minha vingança sobre vocês”
Já o trecho do livro do profeta Ezequiel citado na reportagem é mais curto. Segundo o texto mencionado, a passagem diz: “E executarei grande vingança sobre eles, com repreensões furiosas; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu exercer minha vingança sobre eles”.
Por que o episódio ganhou repercussão?
A repercussão ocorre em um momento de tensão política e religiosa envolvendo o presidente Donald Trump e o papa Leão 14. De acordo com a reportagem, o republicano tem feito críticas públicas ao pontífice, questionando sua atuação em temas internacionais e posições relacionadas a conflitos e segurança.
O texto informa que Leão 14 evitou confronto direto e reafirmou que não atua como agente político. Também destacou que sua mensagem permanece baseada no Evangelho, no diálogo entre os povos e na busca por soluções pacíficas. Eleito em 2025, o papa é descrito como o primeiro norte-americano a ocupar o cargo, o que amplia a repercussão do embate.
Quais são os principais pontos do caso?
- O culto foi realizado na quarta-feira, 15 de abril de 2026, no Pentágono.
- Pete Hegseth recitou uma adaptação de um texto associado a “Pulp Fiction”.
- O secretário chamou a oração de “CSAR 25:17”.
- Ele afirmou ter recebido o conteúdo de um militar em missão na guerra no Irã.
- A repercussão ocorre em meio a críticas públicas de Donald Trump ao papa Leão 14.
O episódio reuniu, no mesmo contexto, referências ao cinema, à religião e ao ambiente militar. A reportagem do Poder360 situa a cena como parte de um encontro religioso dentro da estrutura do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, num momento em que declarações de autoridades do governo Trump já vinham provocando debate público sobre fé, política e segurança internacional.