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Cuba e EUA discutem reformas em Havana em meio a crise e pressão diplomática

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Autoridades dos Estados Unidos e representantes do governo de Cuba se reuniram em Havana no dia 10 de abril, segundo relato publicado em 23 de abril de 2026, para discutir uma possível saída diplomática diante da crise econômica e energética da ilha. As conversas, supervisionadas pelo secretário de Estado Marco Rubio, trataram de reformas econômicas, libertação de presos políticos e medidas que, na visão de Washington, poderiam sinalizar mudança de rumo no país. De acordo com informações do Petronotícias, a reunião ocorreu sem divulgação dos nomes de todos os participantes.

O texto informa que a delegação americana defendeu mudanças estruturais na economia estatal cubana e afirmou haver uma janela limitada para reformas apoiadas pelos EUA antes de um agravamento maior da situação. Também segundo a publicação, Washington deu prazo de 14 dias para a libertação de todos os prisioneiros políticos do regime. O artigo menciona ainda o embargo americano às exportações de petróleo para a ilha e a preocupação dos EUA com a influência de potências estrangeiras em Cuba.

O que foi discutido entre Estados Unidos e Cuba?

Segundo o relato, as propostas americanas incluíram permitir a instalação de terminais de internet Starlink no país, indenizar cidadãos e empresas dos EUA por bens confiscados após a chegada de Fidel Castro ao poder em 1959, libertar presos políticos e ampliar liberdades políticas. A publicação afirma que as conversas indicaram possibilidade de acordo diplomático, apesar de declarações do presidente Donald Trump sobre eventual ação militar contra a ilha.

Um funcionário do Departamento de Estado, sem identificação revelada, foi citado no texto original ao comentar a posição da Casa Branca sobre o tema.

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“O presidente Trump está empenhado em buscar uma solução diplomática, se possível, mas não permitirá que a ilha se transforme em uma grande ameaça à segurança nacional caso os líderes cubanos não estejam dispostos ou não sejam capazes de agir”.

Pelo lado cubano, Alejandro García del Toro, responsável por assuntos dos EUA no Ministério das Relações Exteriores de Cuba, afirmou que nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez ameaças durante a reunião, descrita por ele como respeitosa. Ele também declarou que a remoção do embargo energético era prioridade para a delegação cubana.

“Eliminar o embargo energético contra o país era uma das principais prioridades da nossa delegação”.

Como o texto descreve a situação econômica em Cuba?

A reportagem reproduz dados oficiais segundo os quais o salário médio mensal em Cuba subiu para 6.930 pesos em 2026. O texto cita análise do economista Elías Amor, em seu blog CubaEconomia, segundo a qual houve aumento de 18,7% em relação a 2025. No entanto, a própria matéria ressalta que a inflação reduziu o impacto desse reajuste.

Com base na taxa de câmbio informal mencionada pelo veículo independente El Toque, o artigo afirma que esse salário mensal equivaleria a US$ 13,20. A publicação usa esse dado para contrastar a renda média da população com a atuação da holding estatal GAESA, descrita como central na administração de setores que captam divisas no país.

Qual é o papel da GAESA segundo a reportagem?

O texto afirma que a GAESA, sigla para Grupo de Administración Empresarial S. A., foi criada na década de 1990 e hoje administra parte relevante das atividades mais rentáveis da economia cubana, incluindo turismo, comércio exterior, remessas financeiras e missões médicas no exterior. A matéria diz que o conglomerado estaria ligado às Forças Armadas do país e concentraria negócios associados à entrada de dólares na ilha.

Entre os pontos destacados pela publicação, estão:

  • participação da GAESA em setores como turismo, açúcar e charutos;
  • atuação do grupo em negócios com divisas desde a crise pós-União Soviética;
  • gestão de recursos provenientes de atividades consideradas estratégicas pelo regime;
  • citação a contas e bens no exterior atribuídos ao conglomerado.

A reportagem menciona ainda o programa Mais Médicos ao tratar das missões cubanas no exterior, afirmando que profissionais enviados a outros países receberiam apenas parte reduzida dos valores pagos aos cofres cubanos.

Quais alegações financeiras aparecem no artigo original?

O texto reproduz uma alegação de que a inteligência americana teria identificado bens da GAESA em vários países no valor de pelo menos US$ 20 bilhões, incluindo mais de US$ 16 bilhões em contas bancárias no Panamá. Segundo a publicação, essa informação teria sido revelada pelo jornal Miami Herald com base em uma fonte citada como exclusiva.

Além disso, o artigo apresenta a acusação de que líderes do regime cubano já teriam desviado US$ 36 bilhões para investimentos próprios e depósitos em bancos panamenhos. O material, porém, não detalha documentos, decisões judiciais ou relatórios públicos que sustentem integralmente essa cifra no trecho reproduzido. Também menciona estimativa de 2025 do Observatório Cubano dos Direitos Humanos segundo a qual quase nove em cada dez cubanos viveriam em condições de extrema pobreza ou sobrevivência.

No conjunto, a publicação articula três eixos principais: a abertura de um canal diplomático entre Washington e Havana, a deterioração das condições econômicas em Cuba e acusações envolvendo concentração de riqueza e recursos em estruturas ligadas ao Estado cubano.

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