A patente do Ozempic caiu no Brasil em 2026, mas o país ainda não possui alternativas nacionais disponíveis no mercado. De acordo com informações do G1, novas canetas com o mesmo princípio ativo, a semaglutida, podem chegar ao mercado brasileiro até junho de 2026.
Atualmente, 15 pedidos de registro de medicamentos similares ao Ozempic seguem em análise na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável pela regulação sanitária de medicamentos no país. Duas versões estão em fase final de aprovação e dependem apenas da resposta das empresas farmacêuticas para possível liberação no mercado.
O que significa a queda da patente?
Com o fim da proteção patentária, outras empresas farmacêuticas podem produzir medicamentos com o mesmo princípio ativo da semaglutida, utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para perda de peso. Isso pode resultar em maior concorrência e potencial redução de preços.
O Ozempic é fabricado pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e tem sido um dos medicamentos mais procurados no Brasil, especialmente após ganhar popularidade como auxiliar no emagrecimento, embora sua indicação principal seja o controle glicêmico em pacientes diabéticos.
Quando as alternativas estarão disponíveis?
A expectativa é que as primeiras alternativas nacionais ao Ozempic cheguem ao mercado brasileiro nos próximos três meses, ou seja, até junho de 2026. As duas versões em fase final de análise na Anvisa aguardam apenas manifestação das empresas requerentes para conclusão do processo regulatório.
Os demais 13 pedidos ainda passam por diferentes etapas de avaliação técnica, incluindo análise de eficácia, segurança e qualidade dos produtos propostos. O processo de aprovação de medicamentos similares segue critérios rigorosos estabelecidos pela agência reguladora.
Como isso impacta o acesso ao medicamento?
A entrada de versões similares no mercado pode ampliar o acesso ao tratamento com semaglutida, especialmente considerando a demanda crescente e os episódios de desabastecimento que o país enfrentou nos últimos anos. A concorrência entre diferentes fabricantes tende a pressionar os preços para baixo.
Para pacientes que dependem do medicamento para controle do diabetes tipo 2, a diversificação de opções representa uma importante garantia de continuidade do tratamento. O Sistema Único de Saúde (SUS), rede pública de saúde do país, também pode se beneficiar com a redução de custos para eventual incorporação futura do medicamento.
