
O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seil) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), anunciou no início de abril de 2026 a pavimentação de um trecho de 11 quilômetros da rodovia PR-532, conectando as cidades de Apucarana, no Vale do Ivaí, e Londrina, na região Norte. A iniciativa visa encerrar uma espera de décadas da população local, estabelecendo um novo corredor logístico estratégico. O projeto ganha relevância no cenário nacional ao fortalecer a malha viária de uma das principais regiões produtoras do agronegócio brasileiro, otimizando o fluxo de cargas que abastecem o mercado interno e seguem para os portos da região Sul.
De acordo com informações da Agência Paraná, a execução do projeto seguirá o modelo de contratação integrada. Neste formato jurídico e administrativo, a empresa vencedora do certame torna-se responsável tanto pela elaboração dos projetos básico e executivo quanto pela execução física da obra de infraestrutura. Tal modalidade é adotada para garantir maior celeridade ao cronograma e mitigar eventuais problemas técnicos durante a fase construtiva, uma vez que a responsabilidade técnica é centralizada em uma única entidade.
Qual é o impacto logístico da obra na região Norte?
A pavimentação desse segmento da PR-532 funcionará como um elo fundamental entre dois grandes polos do Estado. A rodovia percorre as imediações do Aeroporto Capitão João Busse, em Apucarana, e se conecta à rodovia PR-538. Esta última via desemboca nas proximidades do Shopping Catuaí, em Londrina, um dos principais pontos de referência comercial e de serviços da região. Com o asfalto, o tempo de deslocamento entre os dois pontos será reduzido, beneficiando diretamente o transporte de passageiros e cargas leves.
Além do benefício urbano, a obra possui um forte componente de desenvolvimento para a zona rural. Muitos produtores locais dependem dessa via para o transporte de insumos e produtos agrícolas. Atualmente, a rodovia já possui um trecho pavimentado de cerca de dez quilômetros que parte do entroncamento com a BR-376, na saída de Apucarana. A nova intervenção permitirá que o pavimento chegue até o encontro com a PR-538, nas proximidades do Distrito de Guaravera, em Londrina, completando o traçado planejado.
Como a obra está inserida nos novos programas do DER/PR?
Este projeto de pavimentação não é uma ação isolada, mas sim a primeira rodovia contemplada por um novo programa do DER/PR voltado especificamente para trechos rodoviários que ainda não contam com asfalto. O foco da gestão estadual é identificar gargalos logísticos em estradas rurais e rodovias secundárias que, se pavimentadas, podem desafogar as grandes rodovias federais e estaduais, criando rotas alternativas seguras e eficientes para o tráfego regional.
A estruturação desse novo corredor logístico traz as seguintes vantagens para a infraestrutura do Paraná:
- Integração direta entre o Vale do Ivaí e o Norte paranaense;
- Facilitação do acesso ao aeroporto regional de Apucarana;
- Redução de custos operacionais para o transporte rural;
- Estímulo ao desenvolvimento comercial nas áreas lindeiras;
- Melhoria na segurança viária para motoristas que utilizam a rota diariamente.
Quais são os próximos passos para a pavimentação da PR-532?
Com o anteprojeto já concluído pelas equipes técnicas do Estado, o próximo passo é a abertura oficial do processo licitatório para a escolha da empresa executora. Como a contratação é integrada, espera-se que, após a ordem de serviço, o cronograma avance rapidamente da fase de detalhamento de engenharia para o início da movimentação de máquinas no local. O investimento faz parte de um pacote de modernização rodoviária que busca elevar o padrão das estradas estaduais paranaenses.
O governo estadual ressalta que o fim da estrada de terra nesse trecho de 11 quilômetros é uma demanda histórica que impactará a qualidade de vida de milhares de paranaenses. A rodovia PR-532 passará a figurar como uma rota de suporte essencial para o crescimento econômico e social do eixo Apucarana-Londrina, consolidando a infraestrutura regional como uma das mais robustas do Sul do Brasil.