O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), conquistou o terceiro lugar no Prêmio AdaptaSUS durante a 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). O evento, organizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, ocorreu nesta sexta-feira (17) em Brasília, com foco central na resiliência dos sistemas de saúde perante as mudanças climáticas globais.
De acordo com informações da Agência Paraná, a experiência premiada refere-se ao programa Vigidesastres-PR, sob o título “Inovação Digital e Gestão de Riscos Climáticos para o Fortalecimento da Resiliência do SUS no Paraná”. A iniciativa estrutura ações de vigilância baseadas na antecipação de ameaças meteorológicas, climatológicas e hidrológicas para reduzir danos humanos e materiais no estado.
Como funciona o programa Vigidesastres-PR na prática?
O Vigidesastres-PR opera por meio de ciclos integrados que abrangem desde a preparação e mitigação de riscos até a resposta e recuperação em situações de anormalidade. O programa utiliza ferramentas de inovação digital para o monitoramento constante de alertas e a identificação de vulnerabilidades locais. Entre as principais frentes de atuação, destacam-se:
- Articulação interinstitucional com a Defesa Civil e órgãos meteorológicos;
- Elaboração de mapas técnicos de ameaças e vulnerabilidades regionais;
- Formação de grupos de trabalho especializados em emergências de saúde pública;
- Capacitação contínua de profissionais para lidar com eventos climáticos extremos.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressaltou que a premiação reflete o investimento contínuo em processos estruturados de gestão.
Este reconhecimento nacional demonstra que estamos no caminho certo ao investir em inovação e gestão de riscos climáticos. O Paraná tem se preparado de forma estruturada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, garantindo que o nosso sistema de saúde seja resiliente e capaz de proteger a população nos momentos de maior vulnerabilidade.
Qual a relevância do reconhecimento para a saúde do Paraná?
A premiação na Expoepi consolida o Paraná como referência nacional na transformação de desafios ambientais em políticas públicas permanentes. A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, mencionou casos concretos em que a agilidade da rede estadual foi colocada à prova, como na passagem de um tornado em Rio Bonito do Iguaçu no ano passado. A resposta rápida e o suporte às vítimas foram fundamentais para a pontuação positiva do projeto no prêmio nacional.
A chefe da divisão responsável pelo Vigidesastres-PR, Márcia Prokopiuk, celebrou a institucionalização da gestão de riscos. Segundo ela, o objetivo central foi estabelecer um modelo de vigilância que se antecipasse ao perigo, preparando o sistema para respostas imediatas e eficazes. A diretora da quinta Regional de Saúde de Guarapuava, Renata Araújo, complementou que a integração do sistema é o que permite reduzir os impactos inevitáveis de desastres naturais.
O que será feito com o prêmio financeiro recebido?
Além do troféu e do reconhecimento técnico pela excelência da iniciativa, o Paraná foi contemplado com uma premiação no valor de R$ 20 mil. Conforme as normas da premiação da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, o recurso será repassado diretamente ao Fundo Estadual de Saúde (Funsaúde). O montante deverá ser reinvestido em ações que fortaleçam a rede de vigilância e a capacidade de resposta a emergências climáticas no estado.
A 18ª Expoepi busca incentivar que estados e municípios compartilhem boas práticas, contribuindo para o aprimoramento das políticas do SUS em todo o território brasileiro. Ao premiar o Paraná, o Ministério da Saúde destaca a importância de uma vigilância em saúde que seja simultaneamente responsiva, equitativa e preparada para as incertezas do clima.